Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, conhecido como Jorge Canella, é coronel da Polícia Militar.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O vereador Jorge Canella (União Brasil) foi preso durante uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. A ação investiga a origem de um fuzil apreendido com o ex-prefeito de Belford Roxo e candidato a deputado estadual Márcio Canella (União Brasil).

Os agentes fizeram buscas na Câmara Municipal do Rio, no Centro, e em endereços ligados ao alvo na Barra da Tijuca.
A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, o Jorge Canella, é coronel da Polícia Militar.
“Durante as diligências na Barra da Tijuca, foi identificada a posse de arma de fogo de uso restrito – dois fuzis e uma submetralhadora – em desacordo com a previsão legal, fato que levou à prisão em flagrante do alvo da ação”, informou a PF.
O caso
A arma que deu origem à investigação acabou apreendida em julho, durante uma etapa da Operação Unha e Carne. O fuzil, de calibre .556, estava no porta-malas do veículo de Márcio Canella. Na ocasião, ele era investigado e seria alvo apenas de buscas, mas acabou preso em flagrante por causa da arma.
Márcio Canella afirmou aos investigadores que o fuzil pertencia a um sargento da PM que fazia parte de sua equipe de segurança. Ele negou que tivesse posse irregular do armamento.
A Operação Unha e Carne investiga um esquema envolvendo uma rede de postos de combustíveis que, segundo a Polícia Federal, teria movimentado R$ 7,6 bilhões em operações de lavagem de dinheiro. Na investigação, Márcio Canella era apontado pela PF como possível integrante da estrutura política ligada ao grupo.
O ex-prefeito permaneceu quatro dias preso em Bangu 8 e deixou a unidade em 11 de julho, por determinação de Alexandre de Moraes. Inicialmente, ele precisou cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar à noite.
Em 24 de julho, o ministro retirou as restrições. Na decisão, Moraes afirmou que não havia, naquele momento, provas diretas que ligassem Márcio Canella às operações financeiras investigadas, mas manteve o andamento das apurações.
A apreensão do fuzil também levou o governo do estado a determinar o recadastramento das armas de uso restrito cedidas para outros órgãos.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Jorge Canella, o espaço segue aberto para eventuais manifestações.