Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Jogador do Vasco entrega passaporte e não pode deixar o país

David foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e deverá entregar o documento no âmbito de uma investigação policial.

Sexta, 30 de Outubro de 2026 às 12:46, por: CdB

David foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e deverá entregar o documento no âmbito de uma investigação policial.

Por Redação, com CartaCapital – do Rio de Janeiro

O atacante David Corrêa, conhecido como DVD, do Vasco da Gama, foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a entregar seu passaporte na 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), na manhã desta sexta-feira.

David, jogador do Vasco

A ação faz parte de uma investigação sobre uma suposta ligação do jogador com a facção Comando Vermelho.

Restrições 

Além de entregar o documento, David está proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados e testemunhas. O atacante também deverá comparecer periodicamente à Justiça.

Segundo a Polícia Civil, o descumprimento injustificado dessas obrigações pode levar à decretação da prisão preventiva, mediante decisão judicial.

As determinações estão relacionadas à Operação A Tropa, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa e possíveis operações de lavagem de dinheiro, além do tráfico de armas e drogas entre estados.

Em agosto, David foi alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito da operação. Durante a apuração, os investigadores localizaram conversas entre o jogador e Ruan de Freitas Camargo Cruz, seu amigo de infância.

Ruan é investigado por uma tentativa de homicídio ocorrida em 2024. O conteúdo das mensagens e a relação entre os dois passaram a ser examinados pela polícia.

David prestou depoimento em setembro, quando negou envolvimento com o tráfico de drogas e armas.

Defesa 

O advogado Silmar Junior afirmou, em nota, que o atacante contesta as acusações desde o início das investigações e mantém sua posição de inocência.

A defesa destacou que a Justiça negou os pedidos de prisão preventiva, bloqueio de imóvel e de ativos financeiros. Também ressaltou que o recebimento da denúncia representa uma análise preliminar dos fatos e não equivale a uma condenação.

Segundo o advogado, David continuará cumprindo as determinações judiciais e colaborando com a Justiça. A defesa espera que a inocência do jogador seja reconhecida ao término do processo.

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