David foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e deverá entregar o documento no âmbito de uma investigação policial.
Por Redação, com CartaCapital – do Rio de Janeiro
O atacante David Corrêa, conhecido como DVD, do Vasco da Gama, foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a entregar seu passaporte na 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), na manhã desta sexta-feira.

A ação faz parte de uma investigação sobre uma suposta ligação do jogador com a facção Comando Vermelho.
Restrições
Além de entregar o documento, David está proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados e testemunhas. O atacante também deverá comparecer periodicamente à Justiça.
Segundo a Polícia Civil, o descumprimento injustificado dessas obrigações pode levar à decretação da prisão preventiva, mediante decisão judicial.
As determinações estão relacionadas à Operação A Tropa, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa e possíveis operações de lavagem de dinheiro, além do tráfico de armas e drogas entre estados.
Em agosto, David foi alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito da operação. Durante a apuração, os investigadores localizaram conversas entre o jogador e Ruan de Freitas Camargo Cruz, seu amigo de infância.
Ruan é investigado por uma tentativa de homicídio ocorrida em 2024. O conteúdo das mensagens e a relação entre os dois passaram a ser examinados pela polícia.
David prestou depoimento em setembro, quando negou envolvimento com o tráfico de drogas e armas.
Defesa
O advogado Silmar Junior afirmou, em nota, que o atacante contesta as acusações desde o início das investigações e mantém sua posição de inocência.
A defesa destacou que a Justiça negou os pedidos de prisão preventiva, bloqueio de imóvel e de ativos financeiros. Também ressaltou que o recebimento da denúncia representa uma análise preliminar dos fatos e não equivale a uma condenação.
Segundo o advogado, David continuará cumprindo as determinações judiciais e colaborando com a Justiça. A defesa espera que a inocência do jogador seja reconhecida ao término do processo.