Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Japão cria divisão de cibersegurança contra ataques

A intenção do governo é tornar-se uma instituição “plenamente operacional” contra ataques cibernéticos até o ano de 2027.

Terça, 01 de Setembro de 2026 às 11:20, por: CdB

A intenção do governo é tornar-se uma instituição “plenamente operacional” contra ataques cibernéticos até o ano de 2027.

Por Redação, com Europa Press – de Tóquio

O Ministério das Relações Exteriores do Japão anunciou nesta terça-feira a criação de uma nova divisão de política de segurança cibernética para enfrentar o risco crescente de sofrer ataques desse tipo na rede, o que representa uma ameaça cada vez mais significativa para o país.

Japão reforça cibersegurança diante de ameaça crescente

Isso foi confirmado pelo próprio Ministério das Relações Exteriores, que indicou que a divisão em questão será responsável por “fortalecer a coordenação com países aliados e afins, bem como com outros parceiros, e contribuirá para a elaboração de normas internacionais” a fim de enfrentar o perigo de sofrer esse tipo de ataque, à medida que o uso da inteligência artificial se torna cada vez mais comum.

A unidade funcionará como uma espécie de continuação de uma divisão semelhante criada em 2016, que fazia parte da Divisão de Política de Segurança Nacional como parte de uma reforma impulsionada há mais de dez anos. Agora, diante do aumento das ameaças cibernéticas, o Ministério das Relações Exteriores determinou que é necessário contar com uma unidade especializada própria, de acordo com informações coletadas pelo jornal “The Japan Times”.

Entre 10 e 20 altos funcionários da Divisão de Política de Segurança Nacional farão parte da nova divisão, “trabalhando para promover a ciberdiplomacia do Japão e oferecer apoio ao desenvolvimento de capacidades para países em desenvolvimento”, conforme foi destacado.

Parlamento

Em maio de 2025, o Parlamento do Japão aprovou uma lei de defesa preventiva contra ataques cibernéticos que concedia ao governo a possibilidade de interceptar comunicações entre servidores de países estrangeiros e neutralizar “servidores de dados hostis” em caso de ataque.

A intenção do governo é tornar-se uma instituição “plenamente operacional” contra ataques cibernéticos até o ano de 2027; por isso, essa lei visava definir o marco legal para estabelecer as demais medidas pertinentes.

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