Rio de Janeiro, 10 de Junho de 2026

Italiano integra equipe de missão que antecede viagens à Lua

Luca Parmitano integra a missão Artemis III, focada em testes tecnológicos para futuras operações lunares, prevista para 2027.

Quarta, 10 de Junho de 2026 às 12:19, por: CdB

Prevista para o segundo semestre de 2027, a missão não terá como destino imediato a superfície lunar.

Por Redação, com ANSA – de Roma

O astronauta italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia (ESA), foi confirmado pela Nasa como integrante da tripulação da missão Artemis III, etapa fundamental do programa que pretende viabilizar o retorno dos seres humanos à Lua.

Luca Parmitano é um dos astronautas mais experientes a Itália

Prevista para o segundo semestre de 2027, a missão não terá como destino imediato a superfície lunar. Após uma revisão do programa, a Nasa redefiniu os objetivos da Artemis III para concentrar-se em testes de tecnologias essenciais para futuras operações lunares.

Durante a missão, a cápsula Orion, que transportará os astronautas, realizará manobras de encontro e acoplamento em órbita terrestre com um ou dois veículos desenvolvidos por empresas privadas destinados a futuras operações de pouso lunar.

Parmitano, de 49 anos, natural da Sicília, foi selecionado pela ESA em maio de 2009 e é o primeiro italiano a comandar a Estação Espacial Internacional (ISS). Ele já participou de duas missões à ISS e comandou a Expedição 61 entre 2019 e 2020.

A equipe

Além do italiano, que será o piloto, a equipe será composta pelo comandante Randy Bresnik, que, assim como Parmitano, possui treinamento como piloto. Os especialistas da missão serão Frank Rubio, outro veterano da Nasa, e Andre Douglas, que foi designado como astronauta de reserva da missão Artemis II.

Com o anúncio, Parmitano torna-se o primeiro europeu a participar de uma missão Artemis. Europa e Estados Unidos são parceiros no programa Artemis, que prevê realizar um voo tripulado na órbita do satélite natural da Terra no primeiro semestre de 2026 e levar astronautas ao solo lunar nos anos seguintes, algo que não acontece desde o fim do programa Apollo, na década de 1970.

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