Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

Itália e Dinamarca pressionam UE contra imigração irregular

A declaração ocorre em meio à tensão diplomática entre Itália e Espanha por conta da crise migratória em Ceuta, exclave do país ibérico no norte da África.

Segunda, 10 de Agosto de 2026 às 10:35, por: CdB

A declaração ocorre em meio à tensão diplomática entre Itália e Espanha por conta da crise migratória em Ceuta, exclave do país ibérico no norte da África.

Por Redação, com ANSA – de Roma, Bruxelas

As primeiras-ministras da Itália, Giorgia Meloni, e da Dinamarca, Mette Frederiksen, divulgaram nesta segunda-feira uma mensagem conjunta em que defendem uma ação mais firme da União Europeia contra a “imigração descontrolada”.

Giorgia Meloni e Mette Frederiksen durante encontro em Copenhague, em outubro de 2025

A declaração ocorre em meio à tensão diplomática entre Itália e Espanha por conta da crise migratória em Ceuta, exclave do país ibérico no norte da África e palco de uma entrada em massa de 72 mil pessoas provenientes do Marrocos no fim de julho.

“Ninguém pode negar os impactos negativos da imigração ilegal em nossas sociedades: aumento das taxas de criminalidade, pressão crescente sobre os serviços públicos e erosão da confiança dos cidadãos”, afirmaram as premiês. “É particularmente grave quando imigrantes ilegais, privados do direito de permanecer em nossas nações, cometem crimes violentos, traficam drogas ou são responsáveis por violência sexual”, acrescentaram.

A conservadora Meloni e a social-democrata Frederiksen defenderam a criação de “centros de repatriação” de migrantes forçados em países fora da União Europeia, nos moldes do controverso acordo que a Itália mantém com a Albânia, e outras “soluções inovadoras fora da Europa”, além de destacar a necessidade de proteger “a herança cultural cristã” do continente.

“Esperamos que aqueles que vêm para nossos países e escolhem fazer da Europa seu lar respeitem nossos valores e não tentem impor modelos de vida que não compartilhamos”, disseram as primeiras-ministras, acrescentando que as “pessoas comuns” têm “pagado um preço alto demais por causa da imigração descontrolada”.

“É nosso dever continuar trabalhando com determinação para oferecer respostas concretas aos cidadãos, especialmente àqueles mais expostos, e para garantir maior segurança e proteção às nossas comunidades”, acrescentaram.

Espanha

A tensão entre Itália e Espanha se intensificou depois que o governo de Meloni se recusou a suspender os controles de fronteira reintroduzidos em portos e aeroportos após a crise em Ceuta, pelo menos até 15 de agosto, alegando supostos riscos de “terrorismo”.

Madri afirma que mais de 70 mil migrantes já foram repatriados para o Marrocos e que nenhum dos que participaram da entrada em massa no exclave conseguiu acessar o Espaço Schengen, área de livre circulação na Europa. Além disso, em represália, o governo espanhol também impôs controles de fronteira para viajantes provenientes da Itália até 7 de setembro.

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