As aeronaves integram a força-tarefa aérea Baltic Thunder III, mobilizada como parte da missão de defesa aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no flanco oriental da aliança.
Por Redação, com ANSA – de Roma
Dois caças F-2000 Eurofighter da Força Aérea Italiana abateram, durante a noite de segunda-feira, um drone que violou o espaço aéreo da Lituânia, informou o Ministério da Defesa da Itália nesta terça.

As aeronaves integram a força-tarefa aérea Baltic Thunder III, mobilizada como parte da missão de defesa aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no flanco oriental da aliança.
Os dois Eurofighter foram acionados em uma missão de emergência após a detecção da aeronave não tripulada e neutralizaram o drone de acordo com os procedimentos operacionais estabelecidos pela Otan.
Segundo a emissora pública lituana LRT, que citou o Centro Nacional de Gestão de Crises, o dispositivo caiu em uma área rural próxima ao Lago Kaunas, na região central da Lituânia.
Fontes da Otan afirmam que há suspeitas de que o drone seja de origem russa. A informação, porém, ainda não foi confirmada, e a determinação da procedência dependerá das investigações conduzidas pelas autoridades lituanas e pela própria aliança.
O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, confirmou o incidente em uma publicação na rede social X. “Um drone que violou o espaço aéreo lituano durante a noite foi rapidamente abatido por caças da Otan”, escreveu, sem especificar a origem da aeronave.
Nauseda afirmou ainda que a intensificação da agressão russa contra a Ucrânia torna a prontidão militar “vital” para a região. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, também agradeceu aos aliados pela presença no país e afirmou que a Otan permanece “vigilante, comprometida e pronta”.
De acordo com o Ministério da Defesa da Itália, este é o segundo incidente desse tipo envolvendo caças italianos em um período de um mês.
Rússia
A presença da Força Aérea Italiana faz parte dos esforços da Otan para reforçar a proteção do espaço aéreo dos países bálticos. Lituânia, Letônia e Estônia, antigas repúblicas soviéticas que fazem fronteira com a Rússia, têm registrado incursões de drones em seus territórios frequentemente.
Em 19 de maio, um caça da Otan precisou abater um drone ucraniano sobre a Estônia. Informações divulgadas na ocasião relataram ter sido a primeira interceptação de um dispositivo estrangeiro no espaço aéreo de um Estado báltico por forças de policiamento aéreo da Otan desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
Autoridades europeias afirmam que Moscou estaria desviando deliberadamente drones ucranianos, originalmente direcionados contra instalações industriais e terminais de petróleo na região de São Petersburgo e no Golfo da Finlândia.
Após a operação, o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou que incidentes como o ocorrido na Lituânia demonstram a importância da presença militar italiana no flanco oriental da Otan.
– É justamente devido a incidentes como este que a presença de nossos militares no Flanco Oriental é crucial para garantir a segurança coletiva – declarou.
Crosetto também anunciou que visitará os contingentes italianos durante uma viagem por Polônia, Letônia e Lituânia, após sua passagem pela Bulgária.
Já o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, afirmou que ainda é necessário determinar a origem do drone e se sua presença no espaço aéreo lituano foi deliberada ou resultado de um desvio de rota.
– De qualquer forma, a vigilância constante das fronteiras é essencial para mostrar a todos que a Europa e a Otan são capazes de se defender contra qualquer tipo de ataque – concluiu o chanceler da Itália.