Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

Irã diz que manifestante Erfan Soltani não será executado

O Irã afirma que o manifestante Erfan Soltani não enfrentará a pena de morte, apesar de ameaças internacionais. Entenda a situação.

Quinta, 15 de Janeiro de 2026 às 10:29, por: CdB

Organizações internacionais afirmaram que ele tinha sido condenado à morte, o que levou a ameaças dos Estados Unidos.

Por Redação, com CartaCapital – de Teerã

O manifestante Erfan Soltani, detido durante os recentes protestos no Irã e que, segundo várias ONGs e o governo dos Estados Unidos, enfrentava uma execução iminente, não foi condenado à pena capital nem está sujeito a ela, informou o Poder Judiciário nesta quinta-feira.

Irã diz que manifestante Erfan Soltani não será executado | A série de protestos no Irã começou nos últimos dias
A série de protestos no Irã começou nos últimos dias

A República Islâmica é palco de manifestações que começaram devido ao aumento do custo de vida, mas se ampliaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde a revolução de 1979.

Grupos de direitos humanos denunciaram que as autoridades iranianas vêm conduzindo a repressão mais severa em anos no país, aproveitando um corte de internet de mais de cinco dias.

Soltani está preso em Karaj, perto de Teerã, sob acusações de propaganda contra o regime islâmico iraniano e de agir contra a segurança nacional, informou o órgão judiciário em comunicado divulgado pela televisão estatal.

O jovem “não foi condenado à morte” e, em caso de condenação, “a punição, de acordo com a lei, será uma pena de prisão, pois a pena de morte não se aplica a tais acusações”, afirma o texto.

Tanto a Anistia Internacional quanto o Departamento de Estado americano haviam declarado dispor de informações sobre o que seria a primeira execução de um manifestante e disseram que se tratava de Soltani.

Execução por enforcamento

O grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, informou que a execução por enforcamento do jovem estava marcada para quarta-feira, mas acabou sendo adiada.

Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), também sediada na Noruega, as forças de segurança iranianas mataram, durante os recentes protestos, pelo menos 3.428 manifestantes e prenderam mais de 10 mil pessoas, embora o balanço real provavelmente seja muito maior.

O Poder Judiciário do Irã havia anunciado na quarta-feira que implementaria julgamentos “rápidos” para os detidos nas mobilizações contra o regime.

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