Rio de Janeiro, 11 de Janeiro de 2026

Indonésia bloqueia Grok após criação de imagens pornográficas falsas

Governo indonésio suspende Grok, assistente de IA, após criação de imagens pornográficas falsas. Medidas visam proteger direitos humanos e dignidade no espaço digital.

Sábado, 10 de Janeiro de 2026 às 13:57, por: CdB

Segundo o país, as práticas de ‘deepfake’ sem consentimento representam ‘uma grave violação dos direitos humanos, da dignidade e da segurança dos cidadãos no espaço digital’.

Por Redação, com CartaCapital – de Jacarta

A Indonésia anunciou, neste sábado, a suspensão temporária do Grok, o assistente de inteligência artificial da plataforma X de Elon Musk, após um escândalo envolvendo imagens pornográficas falsas de pessoas despidas.

Indonésia bloqueia Grok após criação de imagens pornográficas falsas | Ferramenta de IA de Musk é bloqueada na Indonésia
Ferramenta de IA de Musk é bloqueada na Indonésia

Essas imagens, criadas a partir de fotos ou vídeos de pessoas reais que eram solicitadas ao Grok para que ficassem nuas, provocaram protestos em todo o mundo.

– Para proteger mulheres, crianças e o público em geral dos riscos de conteúdo pornográfico falso gerado por meio de tecnologia de inteligência artificial, o governo bloqueou temporariamente o acesso ao aplicativo Grok – afirmou a ministra das Comunicações e Digitalização, Meutya Hafid, em comunicado.

“O governo considera as práticas de ‘deepfake’ sem consentimento uma grave violação dos direitos humanos, da dignidade e da segurança dos cidadãos no espaço digital”, enfatizou o ministério em seu comunicado, que convocou representantes do X para esclarecimentos sobre o assunto.

Questionado por diversos usuários indignados na plataforma X, o Grok respondeu na sexta-feira que a geração e edição de imagens agora serão reservadas para assinantes pagos.

Reino Unido

Essa desativação limitada gerou indignação no Reino Unido, um dos países mais críticos de Elon Musk. A medida “simplesmente transforma um recurso que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium” e constitui “um insulto às vítimas de misoginia e violência sexual”, denunciou um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia “tomou conhecimento das últimas modificações”, considerando-as insuficientes.

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