Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2026

Guatemala adota estado de emergência contra crime de gangues

Presidente Bernardo Arévalo de León declara estado de emergência na Guatemala após gangues assassinarem policiais e tomarem controle de prisões. Medidas visam garantir segurança e proteção da população.

Segunda, 19 de Janeiro de 2026 às 12:20, por: CdB

O chefe de Estado anunciou ainda que a polícia assumiu o controle das instalações prisionais onde membros de gangues mantinham reféns dezenas de pessoas desde sábado.

Por Redação, com Lusa  da Cidade da Guatemala

O Presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo de León, declarou no domingo o “estado de emergência”, reforçando os poderes das autoridades face as gangues, que mataram oito polícias e tomaram nos últimos dias o controle de prisões do país.

Guatemala adota estado de emergência contra crime de gangues | Ação é para “garantir a proteção e a segurança”, diz presidente León
Ação é para “garantir a proteção e a segurança”, diz presidente León

– Decidi decretar o estado de emergência em todo o território nacional por 30 dias a partir de hoje (domingo)”, para “garantir a proteção e a segurança” dos guatemaltecos – declarou Arévalo de Léon num discurso este domingo.

O chefe de Estado anunciou ainda que a polícia assumiu o controle das instalações prisionais onde membros de gangues mantinham reféns dezenas de pessoas desde sábado.

Arévalo de León confirmou que três prisões, localizadas no centro e no sul do país, onde ocorreram motins no sábado, nos quais vários guardas prisionais foram feitos reféns, estão sobre o controle do Governo.

O mandatário garantiu que os guardas das três prisões foram resgatados ilesos, “sem que houvesse uma única baixa a lamentar”, embora não tenha detalhado o número de pessoas resgatadas.

As operações, no entanto, provocaram a retaliação das gangues, que atacaram as forças de segurança guatemaltecas este domingo, assassinando oito polícias em vários pontos da capital guatemalteca.

Devido aos motins e aos assassinatos das forças de segurança, Arévalo de León decretou estado de sítio por 30 dias, medida que permite às autoridades prender qualquer pessoa sem a necessidade de um mandado judicial.

Libertação dos reféns

Arévalo explicou que a libertação dos reféns ocorreu na sequência de operações “exemplares” por parte das forças de segurança nas prisões ‘Renovación 1’ (de segurança máxima), Centro de Detenção Preventiva Zona 18 e Fraijanes II, onde ocorreram os motins no sábado.

De acordo com o Presidente, as operações foram realizadas em conjunto pelo Ministério do Interior e pelo Ministério da Defesa Nacional.

– Quero dizer alto e claro que não negociamos com criminosos nem toleramos ações terroristas – afirmou o chefe de Estado numa mensagem à população no domingo.

Arévalo de Léon explicou que a declaração do estado de sítio não alterará a “vida quotidiana” dos cidadãos nem a “mobilidade da população”, além da suspensão das aulas programadas para esta segunda-feira nas escolas públicas e privadas.

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