Rio de Janeiro, 02 de Junho de 2026

Governo sul-coreano desiste de enfermarias de gênero neutro

Após forte reação pública, Coreia do Sul abandona proposta de enfermarias hospitalares de gênero neutro, mantendo separação por gênero.

Terça, 02 de Junho de 2026 às 12:34, por: CdB

O Ministério da Saúde, que apresentou o plano em maio, declarou que a decisão de retirar a iniciativa foi tomada após observar a reação negativa do público.

Por Redação, com CartaCapital – de Seul

A Coreia do Sul abandonou uma proposta para acabar com a separação obrigatória por gênero em enfermarias hospitalares. A informação foi confirmada à agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP) nesta terça-feira um funcionário do Ministério da Saúde, após uma forte reação negativa do público.

Governo sul-coreano desiste de enfermarias de gênero neutro | Fachada de um hospital em Seul
Fachada de um hospital em Seul

Vários países, como Japão e Canadá, introduziram enfermarias de gênero neutro, uma medida que gerou debates e oposição devido a preocupações com a privacidade, assim como receios em relação à segurança diante da conduta sexual inadequada em espaços compartilhados.

A Coreia do Sul é uma potência global em tecnologia e cultura, mas permanece socialmente conservadora.

O Ministério da Saúde apresentou o plano em maio como parte de uma reforma regulatória mais ampla, destinada a facilitar que familiares e casais compartilhem quartos hospitalares.

“A separação por gênero será mantida sob o sistema atual”, disse à AFP um funcionário do Ministério da Saúde.

Regra

O ministério havia proposto alterar a regra, argumentando que alguns hospitais já permitem que casais compartilhem quartos de dois leitos e que, portanto, a regulamentação não era mais necessária.

O ministério declarou que a decisão de retirar a iniciativa foi tomada após observar a reação negativa do público.

Mais de 4 mil comentários contrários à medida foram publicados no site de avisos legislativos do governo.

“Existe a possibilidade de que crimes sexuais sejam cometidos contra mulheres”, dizia um deles.

Outro descrevia a proposta como uma “lei ignorante que menospreza o medo e a ansiedade das pacientes”.

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