Bocão desapareceu na madrugada da última quarta-feira, depois de entrar no mar sem prancha.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O corpo do professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, foi velado nesta terça-feira na Rocinha, comunidade onde fundou uma escola de surfe e desenvolveu um trabalho social com crianças e adolescentes. A cerimônia acontece das 11h às 13h, no complexo esportivo da comunidade, na Zona Sul do Rio.

Após a despedida, o corpo será sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo.
Bocão desapareceu na madrugada da última quarta-feira, depois de entrar no mar de São Conrado sem prancha. Um vídeo registrou o momento em que ele caminhava em direção à água.
Desde então, o Corpo de Bombeiros realizou uma operação de buscas que mobilizou guarda-vidas, mergulhadores, embarcações, motos aquáticas e drones. O corpo foi encontrado cinco dias depois, no costão da Avenida Niemeyer.
Reconhecido como uma das principais referências do surfe na Rocinha, Bocão dedicou décadas à formação de jovens da comunidade, usando o esporte como instrumento de inclusão social.
Homenagem
A morte do professor comoveu amigos e personalidades do surfe. Nas redes sociais, o cantor e compositor Gabriel o Pensador publicou uma homenagem lembrando a trajetória de Bocão e a amizade entre os dois.
– Hoje foi encontrado o corpo do nosso querido Bocão da Rocinha, figura importantíssima na história do surf do Cantão que conheci aos 12 anos e desde sempre foi uma presença alegre no pico e cheio de energia e simpatia também fora d’água – escreveu o artista.