Rio de Janeiro, 30 de Junho de 2026

Família e amigos se despedem de professor de surfe

Bocão desapareceu na madrugada da última quarta-feira, depois de entrar no mar sem prancha.

Terça, 30 de Junho de 2026 às 12:01, por: CdB

Bocão desapareceu na madrugada da última quarta-feira, depois de entrar no mar sem prancha.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O corpo do professor de surfe José Ricardo Ramos, conhecido como Bocão, foi velado nesta terça-feira na Rocinha, comunidade onde fundou uma escola de surfe e desenvolveu um trabalho social com crianças e adolescentes. A cerimônia acontece das 11h às 13h, no complexo esportivo da comunidade, na Zona Sul do Rio.

Bocão dedicou décadas à formação de jovens da comunidade

Após a despedida, o corpo será sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Bocão desapareceu na madrugada da última quarta-feira, depois de entrar no mar de São Conrado sem prancha. Um vídeo registrou o momento em que ele caminhava em direção à água.

Desde então, o Corpo de Bombeiros realizou uma operação de buscas que mobilizou guarda-vidas, mergulhadores, embarcações, motos aquáticas e drones. O corpo foi encontrado cinco dias depois, no costão da Avenida Niemeyer.

Reconhecido como uma das principais referências do surfe na Rocinha, Bocão dedicou décadas à formação de jovens da comunidade, usando o esporte como instrumento de inclusão social.

Homenagem

A morte do professor comoveu amigos e personalidades do surfe. Nas redes sociais, o cantor e compositor Gabriel o Pensador publicou uma homenagem lembrando a trajetória de Bocão e a amizade entre os dois.

– Hoje foi encontrado o corpo do nosso querido Bocão da Rocinha, figura importantíssima na história do surf do Cantão que conheci aos 12 anos e desde sempre foi uma presença alegre no pico e cheio de energia e simpatia também fora d’água – escreveu o artista.

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