Segundo a polícia, os criminosos cobravam taxas extras após quitação de empréstimo.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Um ex-policial militar e um comparsa foram presos, no domingo, em Magé, na Baixada Fluminense, por extorquir e ameaçar uma vítima que havia solicitado e quitado um empréstimo.

Segundo a polícia, a prisão ocorreu após a vítima procurar a 65ª DP (Magé) para denunciar cobranças ilegais relacionadas a um empréstimo.
A vítima relatou que contratou o dinheiro com juros junto a um dos suspeitos e quitou o valor acordado. Mesmo após o pagamento, passou a receber cobranças adicionais, que somavam R$ 3,2 mil. Ao se negar a pagar as taxas extras, começou a ser ameaçada.
A Polícia Civil iniciou as investigações e prendeu os dois suspeitos. Um deles é o ex-policial militar Eduardo Barcellos de Mendonça, de 42 anos. O outro é Danilo Petraglia, de 38.
Durante a apuração, os investigadores tiveram acesso a áudios enviados à vítima. Em uma das gravações, o ex-PM faz ameaças diretas. “Você está pensando que eu estou brincando, né? Você vai ver o que eu vou fazer com você, com a sua família, quem estiver na hora”, diz o criminoso.
O delegado Marcos Santana Gomes, titular da 65ª DP, detalhou o caso.
“A vítima contraiu um empréstimo com um dos autores, o qual foi pago com juros. No entanto, ela foi surpreendida por uma cobrança extra dos juros, que perfaziam um valor de R$ 3,2 mil. Como ela resistiu a esses pagamentos, eles passaram a ameaçá-la, com graves ameaças por meio de áudios encaminhados à vítima”, explicou.
Eles foram encaminhados à 65ª DP (Magé) e vão responder por extorsão.
Homem é preso no Rio por perseguir promotora, juíza e advogada do Paraná
Um homem foi preso nesta segunda-feira, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, por perseguir e atacar integrantes do sistema de Justiça do Paraná, entre elas uma promotora, uma juíza e uma advogada.
Segundo as investigações, Vinicius Guedes Sin, de 40 anos, criou um site na internet para promover ataques pessoais e institucionais contra as vítimas. Na página, ele questionava decisões judiciais, incitava hostilidade pública e associava a atuação das mulheres ao chamado ‘Quarto Reich’, termo ligado ao nazismo.
Além disso, o investigado divulgava informações sigilosas, publicava conteúdos ofensivos e utilizava de forma abusiva reclamações e representações institucionais. As ações causaram impacto psicológico nas vítimas, além de colocá-las em risco.
Policiais civis localizaram Vinicius em casa e cumpriram mandado de prisão pelos crimes de denunciação caluniosa, violação de segredo de Justiça e perseguição.
No local, dispositivos eletrônicos que serão analisados pela perícia foram apreendidos. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Vinicius, o espaço segue aberto para eventuais manifestações.