Aos 79 anos, cantor britânico revisitou grandes clássicos da carreira, agradeceu aos fãs brasileiros e encerrou a noite com uma emocionante interpretação de Your Song.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Elton John transformou o Palco Mundo do Rock in Rio 2026 em um grande encontro de memória, música e emoção. Aos 79 anos, o artista britânico voltou ao Brasil para uma apresentação que ganhou clima de despedida e reuniu milhares de fãs na noite de segunda-feira.

A apresentação marcou uma espécie de acerto de contas com o público brasileiro. Depois de encerrar sua grande turnê mundial em 2023, Elton John não passou pela América Latina durante a despedida. No Rock in Rio, porém, teve a oportunidade de retornar ao país e entregar um repertório repleto de sucessos que atravessaram gerações.
Desde os primeiros acordes, ficou evidente que a noite seria especial. O show começou com Funeral for a Friend / Love Lies Bleeding, seguido por Bennie and the Jets e I Guess That’s Why They Call It the Blues, enquanto os enormes telões do palco criavam imagens e efeitos visuais para acompanhar cada música.
Repertório
A seleção privilegiou clássicos que fizeram de Elton John um dos nomes mais importantes da música mundial. Tiny Dancer, Sacrifice, Rocket Man, Levon e Sorry Seems to Be the Hardest Word apareceram ao longo de uma apresentação marcada por momentos mais intimistas e outros de grande energia.
Um dos pontos altos foi Candle in the Wind, executada apenas com piano e voz. A canção foi dedicada a Marilyn Monroe, que completaria 100 anos em 2026, e abriu caminho para Goodbye Yellow Brick Road, acompanhada por um coro gigantesco vindo da plateia.
Mesmo enfrentando limitações físicas e mudanças naturais na voz ao longo dos anos, Elton demonstrou que continua capaz de dominar um palco de grandes proporções. A banda também teve papel fundamental, com destaque para o guitarrista Davey Johnstone, o baterista Nigel Olsson e o baixista Matt Bissonette.
Elton John agradece ao público brasileiro.
O momento mais comovente aconteceu quando o cantor explicou por que decidiu aceitar o convite para voltar ao Brasil. Elton contou que sua turnê de despedida não passou pelo país por causa da pandemia de covid-19 e afirmou que não poderia deixar passar uma nova oportunidade de encontrar os fãs brasileiros.
Vestido com um terno amarelo sobre uma camisa azul, o artista declarou seu carinho pelo país e agradeceu pelo apoio recebido durante sua trajetória. A fala emocionou a plateia e reforçou o sentimento de que aquela poderia ser uma última grande oportunidade de vê-lo no palco brasileiro.
A emoção aumentou na sequência de Don’t Let the Sun Go Down on Me. Em alguns momentos, fãs demonstraram estar às lágrimas, enquanto Elton também parecia profundamente tocado pela reação do público.
A canção“Your Song” encerra noite de catarse.
Na reta final, o cantor ainda apresentou The Bitch Is Back, Crocodile Rock e Saturday Night’s Alright (For Fighting), colocando o público para dançar. Cold Heart, parceria que se tornou conhecida mundialmente com Dua Lipa, também fez parte do encerramento.
Outro momento especial foi Skyline Pigeon, canção que ganhou popularidade particularmente forte no Brasil após integrar a trilha sonora da novela Carinhoso, de 1973. Elton lembrou a relação especial da música com o público brasileiro.
Mas foi Your Song que levou o Rock in Rio ao auge da emoção. A canção serviu como encerramento de uma noite em que o cantor parecia se despedir não apenas de um país, mas de uma fase inteira de sua trajetória.
A apresentação deixou a sensação de que Elton John pode ter oferecido ao Brasil seu último grande encontro com os fãs. Se realmente foi uma despedida, o artista encontrou uma maneira à altura de sua história: diante de uma multidão, ao piano e cercado pelas músicas que ajudaram a construir uma das carreiras mais marcantes da música mundial.
A oitava passagem de Elton John pelo Brasil e sua terceira participação no Rock in Rio — após apresentações em 2011 e 2015 — terminou com aplausos, lágrimas e a certeza de que sua música permanece muito além dos palcos.