Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Prefeitura e Estado reduzem expediente por causa do Rock in Rio

Repartições municipais e estaduais funcionarão das 8h às 15h para aliviar o trânsito e facilitar operações de mobilidade no primeiro dia do festival.

Quinta, 03 de Setembro de 2026 às 13:23, por: CdB

Repartições municipais e estaduais funcionarão das 8h às 15h para aliviar o trânsito e facilitar operações de mobilidade no primeiro dia do festival.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio e o governo do Estado decidiram reduzir o horário de expediente das repartições públicas nesta sexta-feira, primeiro dia do Rock in Rio 2026. Os órgãos municipais e estaduais funcionarão das 8h às 15h, em medida adotada para diminuir os impactos no trânsito e facilitar o deslocamento até a Cidade do Rock.

Rio reduz expediente durante o Rock in Rio

A decisão foi tomada conjuntamente pelo prefeito Eduardo Cavaliere e pelo governador em exercício Ricardo Couto. No caso do Estado, a alteração foi oficializada em publicação no Diário Oficial desta quinta-feira.

A expectativa é de grande movimentação de público na região do Parque Olímpico, especialmente na Barra da Tijuca e nos principais acessos à Cidade do Rock. A redução do expediente busca evitar que a saída de servidores públicos coincida com o período de maior fluxo de pessoas em direção ao festival.

Operação

Além de diminuir a concentração de veículos nas ruas no fim da tarde, o horário diferenciado pretende contribuir para as operações especiais preparadas para o Rock in Rio.

O planejamento envolve ações de mobilidade urbana, transporte público, segurança, fiscalização e ordenamento do trânsito. O festival será realizado entre os dias 4 e 13 de setembro no Parque Olímpico, com sete dias de shows.

A prefeitura já havia anunciado uma série de medidas para atender ao público, incluindo linhas especiais do BRT e bloqueios viários no entorno da Cidade do Rock. O esquema foi planejado diante da expectativa de grande circulação de moradores e turistas durante o evento.

Segundo informações já divulgadas pelo município, o festival deve provocar mudanças importantes na rotina viária da Barra Olímpica e em vias de acesso à região.

Serviços essenciais mantêm rotina própria.

A alteração de horário não se aplica aos serviços considerados essenciais ou que não podem sofrer interrupção.

Na estrutura municipal, a Secretaria Municipal de Saúde, a Mobi-Rio e outros órgãos responsáveis por atividades contínuas terão funcionamento definido pelas próprias áreas, de acordo com as necessidades de atendimento.

No Governo do Estado, repartições responsáveis por serviços públicos essenciais e atendimento imediato à população também manterão seu funcionamento regular.

A orientação é que servidores e usuários dos serviços públicos fiquem atentos aos horários específicos de cada órgão nesta sexta-feira.

O Rock in Rio começa nesta sexta-feira e terá uma ampla operação de transporte e trânsito.

Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira um projeto de lei que altera as regras para a aposentadoria de policiais militares e bombeiros. A proposta reduz o tempo mínimo de atividade exclusivamente militar necessário para esses profissionais passarem à inatividade remunerada.

A votação ocorreu de forma simbólica, sem contagem nominal dos votos. O texto recebeu apoio de deputados da base do governo Lula e da maior parte da oposição durante a semana de esforço concentrado do Congresso Nacional, realizada às vésperas do período eleitoral. Agora, a proposta será encaminhada ao Senado.

Segundo o projeto, as mudanças têm caráter regulamentar e não provocariam aumento de despesas nem redução de receitas. A medida estabelece novos critérios para contabilizar períodos de serviço militar e civil na trajetória profissional das categorias.

Para policiais militares e bombeiros homens, permanece em 35 anos o tempo total de serviço necessário para a aposentadoria com remuneração integral. A principal alteração está no período de atividade efetivamente militar, que cairia de 30 para 25 anos.

Para as mulheres, o texto estabelece uma regra diferente. O tempo total de contribuição passa a ser de 32 anos, dos quais pelo menos 22 deverão corresponder à atividade militar.

Outra mudança prevista é a ampliação do período de serviço civil que poderá ser contabilizado. O limite passa de cinco para dez anos, considerando atividades exercidas tanto na iniciativa privada quanto no setor público, desde que não tenham ocorrido simultaneamente ao serviço militar.

A proposta argumenta que policiais militares e bombeiros estão diariamente expostos ao crime organizado, ao tráfico de drogas, à violência urbana e a outras situações que podem colocar em risco a integridade física e emocional desses profissionais.

O relator do substitutivo aprovado, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), defendeu que a alteração representa uma forma de reconhecimento para militares que trabalharam em outras atividades antes de ingressar na carreira.

Durante a votação, Cabo Gilberto também fez críticas à gestão do presidente Lula e afirmou que o avanço da criminalidade deveria ser tratado com maior atenção pelas autoridades. Deputados governistas, por outro lado, apoiaram a proposta e fizeram críticas a setores da oposição.

A discussão sobre segurança pública ocorre em um momento em que o tema ganhou destaque no debate eleitoral. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou apoio aos policiais militares e bombeiros e afirmou que a aprovação demonstra o reconhecimento da Casa aos profissionais.

O projeto também prevê mudanças em concursos e na carreira militar. Um dos dispositivos proíbe a reserva de vagas para grupos específicos nos concursos de ingresso nas Polícias Militares e nos Corpos de Bombeiros, exceto quando a natureza da função justificar a medida.

A proposta ainda determina que a progressão por merecimento siga critérios universais, dando prioridade ao desempenho individual e aos militares que estejam no primeiro terço do quadro de antiguidade.

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