Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Denúncias contra Flávio Bolsonaro se multiplicam e desgastam candidato

Flávio Bolsonaro e Santini, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, usavam a loja da Kopenhagen para lavar dinheiro do esquema da "rachadinha", que teria envolvido a devolução de parte dos salários de assessores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Quarta, 30 de Setembro de 2026 às 18:04, por: CdB

Flávio Bolsonaro e Santini, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, usavam a loja da Kopenhagen para lavar dinheiro do esquema da “rachadinha”, que teria envolvido a devolução de parte dos salários de assessores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Por Redação – de Brasília

Candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ou filho ’01’ como é conhecido, tem apenas três dias para explicar ao eleitor como seu nome terminou envolvido em denúncias milionárias no Caso Master ou de participar de bacanais em hotéis no Centro do Rio de Janeiro com garotas de programa; além de receber presentes caros e colecionar um grupo de amigos envolvidos em escândalos financeiros e de corrupção.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

Se o tempo é curto para tantas explicações, ficará ainda menor se os fatos adiantados pelo vereador de Belo Horizonte e candidato a deputado Pedro Rousseff (PT-MG) vierem à tona. Nesta quarta-feira, Rousseff afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dispõe de vídeos e fotografias que considera comprometedores para ’01′. Segundo o edil, em conversas com coordenadores da campanha petista, aliados discutem internamente se o material deve ser divulgado antes do primeiro turno ou preservado para uma eventual segunda etapa da eleição.

Estratégia

Rousseff esteve, na véspera, no programa ‘Fórum Onze e Meia’, da Revista Fórum, mas não apresentou os vídeos ou fotografias durante a entrevista. Apenas o conteúdo foi mencionado, sem qualquer detalhe, e não pôde ser verificado pela reportagem do Correio do Brasil.

— A gente pode divulgar os vídeos agora. Não tem grande problema com isso. Só que a gente não sabe ainda qual é a matemática por trás disso. Se a gente coloca os vídeos e as fotos agora, eles ainda têm cinco dias para poder elaborar uma estratégia nova, uma desculpa nova, falar que é mentira, falar que é IA. Cinco dias é muito tempo — afirmou o denunciante.

Chocolates

O vereador relacionou o suposto material às acusações feitas por Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro numa loja de chocolates em um shopping da Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Santini teria entregue às autoridades policiais mensagens, áudios, documentos e fotografias comprometedoras, em fatos relacionados a episódios da vida privada do candidato do PL, segundo o denunciante.

Flávio Bolsonaro e Santini, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, usavam a loja da Kopenhagen para lavar dinheiro do esquema da “rachadinha”, que teria envolvido a devolução de parte dos salários de assessores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O filho de Bolsonaro foi denunciado no caso e sempre negou as acusações.

Segundo o petista, o momento de uma eventual divulgação é tratado como parte da estratégia eleitoral e poderá ser decidido nas próximas horas.

— A gente pode soltar hoje, mas amanhã eles já soltaram um milhão de vídeos, dizendo que o Flávio fez mesmo, mas que a mulher já o perdoou. Com a narrativa desse povo que gosta de mentir, que são os pais e as mães das mentiras, os bolsonaristas, eles conseguem virar o jogo — acrescentou.

N.S. Aparecida

Ainda na entrevista, o politico mineiro também falou sobre o impacto da controvérsia sobre Nossa Senhora, no Estado. Na avaliação do candidato a deputado, o episódio provocou desgaste para Flávio Bolsonaro entre eleitores católicos, especialmente nas cidades do interior.

— Rodei Minas Gerais depois desse caso específico e digo que este caso de Nossa Senhora, nossa padroeira, talvez tenha tirado mais ponto do Flávio do que um vídeo dele fazendo suruba. Minas Gerais é um Estado conservador, que sempre elege Lula e é um estado altamente católico, principalmente nas cidades pequenas — afirmou.

Uma bomba

Segundo Rousseff, a repercussão política do caso já havia alcançado eleitores católicos.

— O público evangélico ainda não conseguiu chegar nas pequenas cidades mineiras. Vale lembrar, também, que Minas Gerais é um Estado muito grande e muito descentralizado. Então, principalmente nas pequenas cidades, a notícia da nossa padroeira, essa possível mudança, desse plano, de fato chegou nas pessoas. Caiu como uma bomba na pauta religião — concluiu.

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