Na semana passada, os EUA ameaçaram impor um controle absoluto sobre a nação, na expectativa de derrubar o governo revolucionário inaugurado por Fidel Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos.
Por Redação, com Prensa Latina – de Havana
A sociedade cubana está mobilizada para enfrentar as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump. Sob o cerco armado no Caribe, a Ilha deixou de receber a maior parte do petróleo necessário para manter o sistema de energia em funcionamento, o que vem causando apagões cada vez mais longos e preços exorbitantes de alimentos, combustível e transporte.

Na semana passada, os EUA ameaçaram impor um controle absoluto sobre a nação, na expectativa de derrubar o governo revolucionário inaugurado na metade do século passado por Fidel Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos.
Havana, no entanto, assegura que enfrentará a decisão de Donald Trump de “impor um cerco absoluto aos suprimentos de combustível”, mantendo firme sua posição de que o povo cubano não se curvará em sua “determinação de defender a soberania nacional”.
‘Venceremos!’
“Enfrentaremos a nova investida com firmeza, equilíbrio e a certeza de que a razão está absolutamente do nosso lado. A decisão é uma só: Pátria ou Morte, Venceremos!”, afirmou Havana por meio de um extenso comunicado divulgado na sexta-feira.
O governo cubano sustenta que a decisão de Washington de declarar uma “emergência nacional” e impor tarifas comerciais aos países que fornecem petróleo à ilha caribenha baseia-se em “uma extensa lista de mentiras e acusações difamatórias contra Cuba”. Da mesma forma, classifica como “absurda” a alegação de que Cuba represente uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos.
“O próprio presidente e seu governo sabem que ninguém, ou pouquíssimos, podem acreditar em argumentos tão mentirosos, mas isso não lhes importa. Assim se manifesta seu desprezo pela verdade, pela opinião pública e pela ética governamental quando se trata de justificar sua agressão contra Cuba”, afirma o governo do presidente Miguel Díaz-Canel.
Imperialismo
Com a decisão, Havana aponta que os Estados Unidos tentam intensificar a “asfixia econômica” — medida aplicada por Trump desde seu primeiro mandato — por meio de “chantagem, ameaça e coerção direta contra países terceiros”.
O comunicado alerta para o uso crescente da força por parte dos Estados Unidos como “uma forma perigosa” destinada a “garantir seu hegemonismo imperialista” e os acusa de atentarem “contra a segurança, a estabilidade e a paz da região e do mundo”.
Além disso, o governo de Cuba volta a sublinhar sua “disposição histórica” de manter “um diálogo sério e responsável, baseado no Direito Internacional, na igualdade soberana e no respeito mútuo” com os EUA, porém sem “ingerência nos assuntos internos”.
Havana também interpela a comunidade internacional, afirmando que ela enfrenta o “desafio inescapável de definir se um crime dessa natureza será o sinal do que está por vir ou se prevalecerão a sensatez, a solidariedade e a rejeição à agressão, à impunidade e ao abuso”.