A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar os responsáveis pelo roubo. Os investigadores também procuram localizar as motocicletas levadas pelos criminosos.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Bandidos roubaram, na noite de terça-feira, uma carreta que transportava 47 motocicletas novas na Rodovia Presidente Dutra, altura de São João de Meriti, Baixada Fluminense. O motorista do veículo foi levado como refém para o Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio, onde os assaltantes retiraram parte da carga.

O ataque aconteceu por volta das 19h. Segundo relato do motorista, dois carros cercaram a carreta e o obrigaram a seguir até a Comunidade Bin Laden, no Complexo da Pedreira. No local, os criminosos retiraram 30 das 47 motos.
Na sequência, os assaltantes liberaram o caminhão e o motorista em outro ponto da Via Dutra. Policiais militares, então, receberam chamado para recuperar o restante da carga. Segundo a PM, o valor total da carga foi avaliado em pouco mais de R$ 1 milhão. Veja abaixo:
De acordo com a corporação, equipes então realizaram um patrulhamento com veículo blindado e no local informado recuperaram 31 motos, recolhidas com auxílio de um reboque. Os agentes também prestaram auxílio ao motorista que seguiu conduzido para a 39ªDP (Pavuna), onde o caso foi registrado.
A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar os responsáveis pelo roubo. Os investigadores também procuram localizar as motocicletas levadas pelos criminosos.
A região do Complexo da Pedreira já é conhecida por aparecer em investigações relacionadas a roubos de veículos e cargas. Um levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgado em 2026, aponta que o conjunto de comunidades formado por Pedreira e Chapadão concentrou 7,2% das recuperações de veículos roubados no município do Rio (3,3% de todo estado).
A área também fica próxima à Rodovia Presidente Dutra, uma das principais vias utilizadas para a entrada e saída de cargas da cidade.
Moto-táxi
Um motorista de moto-táxi foi preso em flagrante na terça-feira, no Rio, suspeito de estuprar um adolescente de 15 anos durante uma corrida solicitada pelo aplicativo 99. Segundo a Polícia Civil, o crime teria ocorrido na tarde de segunda, durante um trajeto entre Santo Cristo, na Região Central, e Santa Cruz, na Zona Oeste.
O suspeito foi identificado como Edgar Mattos e Silva. De acordo com o registro policial, ele teria alterado o percurso inicialmente previsto e seguido até um trecho ermo da Estrada Aterrado do Leme, em Santa Cruz.
Nesse local, ainda segundo o relato apresentado à polícia, o motorista teria praticado atos de natureza sexual sem o consentimento do adolescente.
Depois da corrida, o adolescente contou à mãe o que teria acontecido. Ela o levou para atendimento médico no Hospital Municipal Pedro II.
Em seguida, os dois procuraram a 36ª DP (Santa Cruz), onde o caso foi registrado e as investigações começaram.
A partir das informações disponibilizadas pelo aplicativo, entre elas uma fotografia do motorista responsável pela corrida, policiais civis realizaram consultas em bancos de dados até chegarem à identificação do suspeito.
Os agentes seguiram então para a residência de Edgar. No endereço, encontraram uma motocicleta vermelha com características compatíveis com as descritas na investigação.
O motorista também estava no local e foi conduzido para a delegacia.
Segundo a Polícia Civil, durante o interrogatório, Edgar admitiu ter praticado atos de natureza sexual com o adolescente.
Ele, no entanto, apresentou uma versão segundo a qual teria havido consentimento. Para os investigadores, o relato buscava afastar a acusação de que os atos ocorreram sem a concordância da vítima.
Durante os procedimentos realizados na delegacia, o adolescente teria apresentado forte reação emocional ao ouvir a voz do suspeito. De acordo com a polícia, ele entrou em crise de pânico e começou a chorar.
Posteriormente, acompanhado da mãe, participou de um procedimento de reconhecimento fotográfico.
Segundo a Polícia Civil, os agentes apresentaram um mosaico composto por nove fotografias. O adolescente teria apontado, sem hesitação, a imagem de Edgar Mattos e Silva como sendo a pessoa responsável pelo crime denunciado.