Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Carnaval do Rio ganha campanha de combate à discriminação

O Ministério da Igualdade Racial lança campanha para combater discriminação no Carnaval do Rio, promovendo a cultura negra e a inclusão.

Terça, 13 de Janeiro de 2026 às 13:45, por: CdB

Iniciativa do Ministério da Igualdade Racial mira prevenção de práticas racistas durante toda a folia e reúne autoridades no Baródromo, no Maracanã.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O Ministério da Igualdade Racial lançou na noite de segunda-feira, no Baródromo, no Maracanã, a campanha Sem Racismo, o Carnaval Brilha+, iniciativa que pretende ampliar a prevenção e o combate a práticas discriminatórias durante todo o período carnavalesco, valorizando a cultura negra e os trabalhadores que fazem a festa acontecer.

Carnaval do Rio ganha campanha de combate à discriminação | Campanha antirracismo é lançada para o Carnaval no Rio
Campanha antirracismo é lançada para o Carnaval no Rio

O lançamento no Rio de Janeiro marcou a chegada da campanha à capital fluminense e reuniu representantes do governo federal, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e de movimentos culturais.

A ação é articulada com o Ministério dos Direitos Humanos, o Ministério das Mulheres e o Ministério da Cultura, reforçando uma estratégia integrada de proteção de direitos durante os eventos de rua, ensaios, blocos, quadras e desfiles das escolas de samba.

Articulação institucional

Durante o evento, também foi assinado um termo de cooperação com a Liga Independente do Grupo de Acesso do Rio de Janeiro, ampliando a parceria com o universo do samba. Além disso, houve a entrega da placa de concessão do título de Embaixador pela Igualdade Racial ao Instituto Cultural Candonga, reconhecido por sua atuação na preservação da cultura e das tradições.

A campanha tem como foco o enfrentamento de práticas racistas e a prevenção de condutas como injúria racial, uso de fantasias ofensivas, violência simbólica e discriminação. As ações se estendem por todo o período carnavalesco e abrangem tanto os espaços de rua quanto eventos oficiais ligados à festa.

O cronograma prevê atividades em duas cidades nesta primeira etapa. No Rio de Janeiro, as ações começaram na segunda-feira. Já na Bahia, a campanha segue para Camaçari, onde será lançada na próxima sexta-feira, às 15h30, no Teatro Cidade do Saber.

Vozes do lançamento

Ao destacar a importância social e econômica do Carnaval, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ressaltou o papel central da população negra na construção da festa.

– Além de ser o maior espetáculo da Terra, o Carnaval emprego muita gente, em sua maioria pessoas negras. Precisamos lembra disso todo ano. Letrar a população e a sociedade contra o racismo no Carnaval, que é imprescindível. A campanha já está nas ruas e vamos para mais 30 municípios – disse.

O deputado estadual Professor Josemar (Psol), presidente da Comissão de Combate as Discriminações da Alerj, enfatizou o simbolismo do local escolhido para o lançamento: “É sempre importante fazer essa discussão, ainda mais no Baródromo, que palco de grandes lutas contra o racismo e pelos direitos humanos. Com o racismo não tem jogo, com o racismo não tem samba.”

Já a deputada estadual Renata Souza destacou o caráter político e histórico da festa. “O carnaval precisa ser um espaço livre de qualquer forma de discriminação. O Carnaval é a expressão da luta do povo negro por vida, cultura e liberdade. Não é só festa: é direito, memória e identidade. O Carnaval é a expressão da luta do povo negro por vida, cultura e liberdade. Não é só festa: é direito, memória e identidade”, salientou.

A cerimônia também contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo; da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ); da presidente da Comissão de Combate às Discriminações da Alerj, deputada Dani Monteiro (Psol), da historiadora Helena Theodoro, entre outros.

Próximos passos

Com atuação prevista ao longo de todo o Carnaval, a campanha pretende ampliar a conscientização do público e fortalecer redes de proteção e denúncia. A expectativa do Ministério da Igualdade Racial é alcançar dezenas de municípios e consolidar a folia como um espaço de celebração, trabalho e cultura, livre de racismo e de qualquer forma de discriminação.

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