Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Bolívia decreta emergência diante da chegada do Super El Niño

A medida permitirá mobilizar mais recursos econômicos e equipes de socorro nas regiões críticas.

Domingo, 01 de Novembro de 2026 às 11:49, por: CdB

A medida permitirá mobilizar mais recursos econômicos e equipes de socorro nas regiões críticas.

Por Redação, com Reuters – de La Paz

O Presidente boliviano, Rodrigo Paz, anunciou no sábado que decretou estado de emergência na Bolívia diante das secas e inundações associadas ao super El Niño, que está causando estragos em todo o mundo.

Seca afeta 78 mil famílias em seis, dos nove departamentos do país

A medida permitirá mobilizar mais recursos econômicos e equipes de socorro nas regiões críticas.

– Realizamos um trabalho enorme para preservar o ambiente e para que o impacto do super El Niño deste ano seja o mais reduzido possível – afirmou Paz em uma mensagem à nação.

A seca afeta pouco mais de 78 mil famílias em seis dos nove departamentos do país da América do Sul. Provocou também a perda de mais de 75 mil cabeças de gado, de acordo com o último relatório do Ministério da Defesa Civil, publicado na semana passada.

– Este será um fenômeno que causará golpes muito duros em termos de seca e inundações, e precisamos da cooperação de todas as instituições – acrescentou Paz.

O episódio do El Niño este ano “poderá atingir uma intensidade sem precedentes, ultrapassando literalmente as escalas de monitoramento” climática utilizadas “há quatro décadas”, alertou esta semana a ONU.

Países vizinhos

Em países vizinhos como o Peru, o El Niño fez subir as temperaturas e favoreceu os incêndios florestais, que já deixaram, pelo menos, 12 pessoas mortas. Também contribuiu para a propagação da dengue, uma doença tropical que causou mais 81 mortes em 2026.

No Chile, o fenômeno foi a causa do outubro mais chuvoso já registrado em Santiago.

O El Niño é um fenômeno climático natural no Pacífico que se repete a cada dois a sete anos. As águas superficiais no centro e no leste do Oceano Pacífico equatorial aquecem a partir da primavera, o que provoca, nos meses seguintes, alterações significativas nos regimes de ventos, pressão e precipitação em escala mundial.

Edições digital e impressa