Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

BC avalia advertência ao Banco de Brasília sobre rombo do Master

Banco Central pode aplicar medidas ao BRB se não houver aportes até 31 de março. Entenda as consequências e alternativas propostas.

Sexta, 20 de Fevereiro de 2026 às 20:47, por: CdB

Procurado, o BRB informou que foram propostas ao BC “diversas alternativas para eventual recomposição patrimonial” e que o BC “concedeu um prazo para que as medidas fossem implementadas”.

Por Redação – de Brasília

O Banco Central (BC) estaria prestes a aplicar uma espécie de aviso formal ao Banco de Brasília (BRB), com a adoção de “medidas prudenciais preventivas”, caso o governo do Distrito Federal (DF) não faça aportes no banco até o dia 31 de março — data-limite para a divulgação do seu balanço. A necessidade da transferência de recursos seria aumentar o patrimônio do banco, como consequência dos negócios feitos com o Banco Master que abrem um rombo no balanço no BRB.

BC avalia advertência ao Banco de Brasília sobre rombo do Master | O Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública ligada ao governo do Distrito Federal
O Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública ligada ao governo do Distrito Federal

O BC pode adotar uma resolução de 2011, segundo apurou o diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo (OESP). Seria a mesma que recaiu sobre o Master, e que impõe uma série de restrições à instituição financeira, como o impedimento de ampliar o número de agências; explorar novos negócios e impor limites operacionais ao banco.

Procurado, o BRB informou que foram propostas ao BC “diversas alternativas para eventual recomposição patrimonial” e que o BC “concedeu um prazo para que as medidas fossem implementadas”.

 

Sanções

No mercado financeiro, a medida foi encarada como uma espécie de “ultimato” com um prazo para que o banco melhore os seus indicadores, sob pena de sanções ainda mais severas, como intervenção e liquidação, em um cenário mais extremo, e até mesmo federalização — alternativa descartada pelo novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em entrevista a jornalistas.

— A medida impõe uma série de restrições ao banco, até que ele consiga recompor o seu índice de Basileia. Na prática, ele tem de reduzir a atividade, fechar agências, fica impedido de conceder aumento de salários para administradores, pagar dividendos, distribuir lucros e operar com determinados produtos de crédito — disse Luis Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da Austin Ratings, ao OESP.

 

Nota do BRB

Leia, adiante, a íntegra da nota do Banco de Brasília:

O BRB informa que, conforme plano de capital preventivo apresentado recentemente ao Banco Central, foram propostas diversas alternativas para eventual recomposição patrimonial. O regulador concedeu um prazo para que as medidas fossem implementadas.

Entre as opções avaliadas estão soluções de mercado, como a venda de carteiras e ativos, estruturação de fundo com imóveis e contratação de linha junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou consórcio de bancos. O aporte é uma das possibilidades consideradas, e não a única medida em avaliação.

O Banco mantém interlocução permanente, técnica e transparente com o Banco Central. A instituição segue prestando informações de forma tempestiva e colaborativa, inclusive no que se refere ao acompanhamento de ativos específicos e ao monitoramento de indicadores prudenciais.

Ressalta, por fim, que seguem operando normalmente, com atendimento em todas as agências e canais digitais, sem impactos sobre a continuidade operacional nem sobre a execução de sua estratégia de negócios.

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