Um dos criminosos mais procurados do Rio foi morto durante uma operação do Bope na região central.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Criminosos incendiaram um ônibus nesta quarta-feira na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, próximo ao Túnel Rebouças. Os bandidos também montaram barricadas e causaram caos no trânsito.

A ação ocorre em resposta a uma operação do Bope contra o Comando Vermelho (CV) que deixou oito mortos na região central do Rio. Entre as vítimas, está um dos líderes da facção criminosa e um morador.
Com anotações criminais há mais de três décadas, Claudio Augusto dos Santos, o Jiló dos Prazeres, era um dos criminosos mais procurados do Estado.
O Rio Ônibus informou que sete coletivos tiveram suas chaves retiradas e foram usados como barricadas.
No momento, dez linhas estão sofrendo desvios de itinerário no Rio Comprido e em Santa Teresa, em decorrência da operação policial.
Linhas impactadas
201 Santa Alexandrina x Castelo
202 Rio Comprido x Castelo
410 Saens Pena x Gávea
133 Largo do Machado x Terminal Gentileza
006 Silvestre x Castelo
007 Silvestre x Central
507 Silvestre x Largo do Machado
111 Central x Leblon
109 São Conrado x Terminal Gentileza
014 Paula Mato x Central
Ofensiva da PM
É o segundo dia de operação na região central da capital fluminense. Na terça-feira, agentes da Polícia Civil e PM estiveram na Lapa para cumprir 28 mandados de prisão preventiva. Ao menos 14 suspeitos foram presos.
Segundo as investigações, o grupo controlava a venda de drogas na área e tinha como principais lideranças Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha, que está foragido, e Anderson Venâncio Nobre de Souza, o Piu ou Português, apontado como responsável pela operação direta do tráfico e que já estava preso.
De acordo com a polícia, a preparação e distribuição das drogas destinadas à venda na Lapa eram feitas na comunidade do Fallet-Fogueteiro, onde parte dos integrantes também se escondiam.
Entre os investigados, estão suspeitos apontados como responsáveis pela logística do tráfico, conhecidos como “gerentes de carga”. Alguns deles não tinham antecedentes criminais.
Imóveis invadidos
O grupo é investigado por controlar pontos de comercialização de drogas. O principal deles funciona a cerca de 200 metros dos Arcos da Lapa, no trecho entre a Travessa Mosqueira e a Rua Joaquim Silva.
Segundo os agentes, imóveis abandonados eram invadidos pelos traficantes e utilizados como locais de venda, onde se formavam filas de usuários. Em algumas situações, os entorpecentes chegavam a ser oferecidos abertamente nas ruas, em uma dinâmica semelhante a um “feirão”.
Ainda segundo as investigações, a entrega até a Lapa seria feita por meio de táxis, mototáxis e também por “mulas do crime”, geralmente mulheres. As drogas eram diversificadas, como maconha, cocaína, haxixe, crack e substâncias sintéticas.