O resultado representa uma recuperação em relação a março, quando o indicador havia registrado retração de 0,2%.
Por Redação, com ABr – de Brasília
A atividade econômica brasileira voltou a apresentar crescimento em abril. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,5% no mês, após ajuste sazonal. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, pelo Banco Central (BC).

O resultado representa uma recuperação em relação a março, quando o indicador havia registrado retração de 0,2%. Trata-se também do melhor desempenho desde fevereiro deste ano, período em que o IBC-Br havia avançado 0,6%.
De acordo com o BC, o desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelos setores da indústria e dos serviços. Em abril, a indústria registrou crescimento de 0,4%, enquanto o setor de serviços avançou 0,3%. A agropecuária permaneceu estável no período.
Expansão
Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br apresentou expansão de 0,9%, sem ajuste sazonal. Já no acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o indicador registrou alta de 1,3%. Em 12 meses encerrados em abril, o crescimento chegou a 1,6%.
O IBC-Br é um dos principais indicadores utilizados pelo Banco Central para acompanhar o ritmo da economia brasileira. Embora seja frequentemente chamado de “prévia do PIB”, sua metodologia difere daquela utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial do Produto Interno Bruto.
O PIB mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal termômetro da atividade econômica. Quando cresce, sinaliza expansão da produção e do consumo. Quando recua, indica desaceleração econômica e menor volume de investimentos e gastos.
Taxa Selic
Apesar da retomada observada em abril, a expectativa predominante entre economistas e integrantes do mercado financeiro continua sendo de desaceleração da economia ao longo de 2026. Esse movimento é atribuído, principalmente, ao nível ainda elevado da taxa básica de juros.
Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano. Embora tenha passado por reduções recentes, o patamar continua elevado e faz parte da estratégia do Banco Central para conter a inflação e conduzi-la à meta oficial de 3%.
Segundo a autoridade monetária, um ritmo mais moderado de crescimento econômico é considerado necessário para reduzir as pressões inflacionárias. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no fim de abril, o Banco Central afirmou que o chamado “hiato do produto” permanece positivo, indicando que a economia ainda opera acima de seu potencial de crescimento sem gerar pressões inflacionárias adicionais.