Foram também atingidas oficinas de produção e locais de preparação para o lançamento de veículos aéreos não tripulados de longo alcance.
Por Redação, com Sputnik e AP – de Zaporozhie (Rússia) e Kiev
As Forças Armadas russas realizaram, ao longo desta semana, seis ataques combinados em uma campanha maciça de retaliação contra instalações do setor militar-industrial ucraniano, afirmou o Ministério da Defesa da Rússia. Os ataques combinados foram realizados contra instalações de combustível, transporte e infraestrutura portuária utilizadas no interesse das tropas ucranianas, bem como contra aeródromos militares da Ucrânia.

Foram também atingidas oficinas de produção e locais de preparação para o lançamento de veículos aéreos não tripulados de longo alcance, bem como locais de estacionamento temporário das Forças Armadas ucranianas e mercenários estrangeiros em várias áreas.
No que diz respeito aos resultados semanais de trabalho dos agrupamentos russos em diferentes direções da linha de frente, deve-se começar com as unidades do agrupamento russo Vostok (Leste), que libertaram os povoados de Lugovskoe e Boikovo, na região de Zaporozhie, segundo o ministério.
Artilharia
“As perdas das Forças Armadas ucranianas na área de responsabilidade do agrupamento russo Vostok totalizaram mais de 1.960 militares, 12 veículos blindados de combate, 54 carros e sete peças de artilharia. Sete depósitos de munição e material foram destruídos”, informou o ministério.
Diante do ataque coordenado, as forças russas assumiram o controle de toda a região de Luhansk, na Ucrânia, segundo declaração do Kremlin, nesta sexta-feira. Um oficial militar de Kiev, no entanto, nega a alegação, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se preparava para conversas com enviados dos EUA que tentam mediar o fim da invasão de Moscou .
“Unidades do Grupo de Forças Ocidentais concluíram a libertação da República Popular de Luhansk”, afirmou o Ministério da Defesa russo em comunicado.
Progresso
O porta-voz do grupo de Forças Conjuntas da Ucrânia, Viktor Trehubov, afirmou que não havia mudanças significativas a relatar naquela região.
— Infelizmente, controlamos apenas pequenas áreas ali (em Luhansk), mas essas posições são ocupadas pela 3ª Brigada há muito tempo — afirmou Trehubov à agência norte-americana de notícias Associated Press (AP), por telefone, nesta manhã.
Os esforços diplomáticos liderados pelos EUA ao longo do último ano para pôr fim aos combates, que já duram cinco anos, não conseguiram até agora resolver o impasse em pontos-chave , e as atenções de Washington estão atualmente voltadas para a guerra com o Irã .