Medida foi solicitada após queda de helicóptero na região da Vista Chinesa, no último sábado, que matou quatro pessoas; agência informou que aeronave acidentada tinha certificação em dia. Suspensão temporária do serviço ainda é avaliada.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A prefeitura do Rio e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) discutem uma atuação conjunta para fiscalizar os voos panorâmicos realizados na cidade. A medida foi tratada após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no sábado, que matou quatro pessoas. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) chegou a pedir ao órgão federal medidas mais rigorosas para ampliar a fiscalização e levantou a possibilidade de suspender temporariamente os passeios aéreos.

A Anac informou no domingo que mantém contato com a prefeitura para definir como será realizada a ação conjunta. A agência ainda não detalhou quais medidas poderão ser adotadas nem informou se haverá mudanças nas regras para os voos panorâmicos.
O acidente envolveu um helicóptero Robinson R44, de matrícula PP-MFS, pertencente à empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos). A aeronave caiu em uma área de mata do Parque Nacional da Tijuca durante um passeio turístico. Morreram o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo.
Aeronave estava regular, diz Anac.
Após o acidente, a Anac informou que o helicóptero estava com a certificação em dia e autorizado a realizar voos panorâmicos. Segundo a agência, esse tipo de operação é enquadrado como Serviço Aéreo Especializado (SAE) e deve ser realizado por empresas e profissionais devidamente certificados.
A regularidade da documentação, no entanto, não esclarece as circunstâncias que levaram à queda. As causas do acidente ainda são investigadas.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) realiza a investigação técnica. Nesta segunda-feira, os trabalhos de chamada “Ação Inicial” ainda estavam em andamento, com coleta e confirmação de dados, análise dos danos à aeronave e levantamento de informações que poderão subsidiar as próximas etapas da apuração.
A Polícia Civil também investiga o caso. A 19ª DP (Tijuca) já realizou a perícia no local e aguarda os laudos do Cenipa. Os responsáveis pelo helicóptero deverão ser ouvidos pelos investigadores.
Outro acidente
A discussão sobre a segurança dos voos panorâmicos ocorre poucas semanas depois de outro acidente envolvendo helicópteros no Rio. Em junho, duas aeronaves colidiram no ar em um pátio de veículos no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Seis pessoas morreram e o acidente provocou um incêndio que atingiu cerca de 20 carros.
Entre as vítimas estava o cantor estadunidense Oliver Tree, de 32 anos. Também morreram Lucas Vignale, Gaspar Prim, Lucas Brito Chaves, Alexandre Souza e Charles Marsillac.