Boff, o censurado pelo Vaticano que defende a censura
22/01/2015, 15:41
Por José Ribamar Bessa Freire - Depois do assassinato de jornalistas doCharlie Hebdo, uma guerra discursiva explodiu na mídia e nas redes sociais com disparos de palavras que felizmente não matam um prato de feijão, só trucidam, às vezes, a sintaxe e a razão. De um lado, o exército "Eu-sou-Charlie" e, de outro, "Eu não-sou-Charlie", ambos comandados por insignes "generais".
Nesta guerra incruenta, a questão central, no entanto, não é to be or not to be, mas o que cada lado entende por Charlie. That is the question. A pergunta que o psicanalista Contardo Calligaris fez em sua coluna na Folha de SP é pertinente:
- Sou Charlie. E Charlie é o quê?