CNI: 69,3% das empresas farão investimentos em 2015
O percentual de empresas que pretendem investir em 2015 é de 69,3%, de acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O percentual de empresas que pretendem investir em 2015 é de 69,3%, de acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O total é 8,8 pontos percentuais inferior aos 78,1% de 2014. Segundo a entidade, trata-se do menor patamar de empresários com intenção de fazer investimentos em um período de cinco anos.
Ao menos 69% das empresas pretendem investir em 2015
Com relação às razões para não investir em 2015, entre as mais apontadas estão a incerteza econômica (77,4%), reavaliação da demanda (45%), custo do crédito ou financiamento (34,2), aumento inesperado no custo do investimento (33,9%) e dificuldade para obter crédito (25,1%). Entre as empresas que pretendem investir, a maioria, 61,2%, pretende direcionar os recursos para projetos já em andamento.
A pesquisa da CNI mostrou que a proporção de empresários que investiram em 2014 foi 71,8%, contra 79,7% em 2013. O ano passado registrou, ainda, planos de investimentos que não foram concretizados. Segundo o levantamento, apenas 41,4% das empresas fizeram os investimentos previstos em 2014 e 39,8% os implementaram apenas parcialmente.
Além disso, 9,2% dos empresários ouvidos pela CNI declararam ter adiado os planos de investir por tempo indeterminado ou cancelado. Um percentual de 7,5% disse ter adiado os investimentos até 2015.
A pesquisa foi feita entre 4 de novembro e 12 de dezembro do ano passado, com 592 empresas. Dessas, 312 são de grande porte, 213 médias e 67 pequenas.
Alta dos juros
A alta de 0,5 ponto percentual na taxa Selic (juros básicos da economia) tornará ainda mais difícil a recuperação da economia. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende a estabilidade macroeconômica e o equilíbrio das contas públicas para impulsionar a produção e o investimento.
Segundo a confederação, a elevação dos juros básicos para 12,25% ao ano eleva os custos dos financiamentos, restringe o acesso ao crédito e reduz o consumo das famílias e os investimentos das empresas.
- Manter a estabilidade e buscar o ajuste fiscal é importante para criar um ambiente de credibilidade e confiança no país, que estimule os investimentos e a competitividade da indústria brasileira - diz, em nota, a CNI.
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