Rio de Janeiro, 18 de Maio de 2026

Zelensky denuncia ataque russo contra navio da China

Zelensky critica ataque russo que feriu civis e atingiu navio da China. Ele pede à UE sistemas antibalísticos para a Ucrânia.

Segunda, 18 de Maio de 2026 às 14:28, por: CdB

Em recado à União Europeia, Zelensky frisou que diante das ameaças de Moscou, Kiev também deve ter seus próprios sistemas antibalísticos, além de defesas aéreas.

Por Redação, com ANSA – de Kiev

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou um novo ataque russo massivo em seu território na madrugada desta segunda-feira, que deixou feridos em todo o país, causou danos em ao menos oito regiões e atingiu até mesmo uma embarcação da China.

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Mulheres choram em memorial de prédio residencial destruído por Moscou em bombardeio em Kiev

– No total, a Rússia utilizou 524 drones e 22 mísseis de vários tipos neste bombardeio – escreveu Zelensky no Telegram, acrescentando que a ofensiva também atingiu um navio com bandeira chinesa.

– Os russos não tinham como saber quais navios estavam no mar – explicou o chefe de Estado, segundo o qual, foram mais de seis horas de ataque.

Em recado à União Europeia, Zelensky frisou que diante das ameaças de Moscou, Kiev também deve ter seus próprios sistemas antibalísticos, além de defesas aéreas.

– A Europa deve ter seus próprios sistemas antibalísticos e ser autossuficiente contra essas ameaças. Reiteramos mais uma vez: Kiev também precisa disto – disse.

Ucrânia

Entre sábado e domingo, a Ucrânia lançou uma onda de drones contra a Rússia, matando ao menos três. Segundo Kiev, a ofensiva foi uma represália aos ataques sofridos na semana passada, quando 24 civis perderam a vida na capital ucraniana.

– Nossa resposta à prolongação da guerra pela Rússia e aos ataques às nossas cidades e comunidades são totalmente justificadas. Desta vez, os drones chegaram à região de Moscou, e estamos dizendo claramente aos russos: coloquem fim à guerra – afirmou Zelensky ainda ontem no Telegram.

O confronto entre Ucrânia e Rússia completou quatro anos em fevereiro, sem que haja qualquer sinal de um cessar-fogo definitivo. 

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