Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

UE barra apps que geram imagens falsas de nudez por IA

Segundo o representante europeu, o órgão está preparado para aplicar, desde o primeiro dia, as regras previstas na Lei de Inteligência Artificial da União Europeia relacionadas a esse tipo de sistema.

Sexta, 02 de Outubro de 2026 às 13:51, por: CdB

Segundo o representante europeu, o órgão está preparado para aplicar, desde o primeiro dia, as regras previstas na Lei de Inteligência Artificial da União Europeia relacionadas a esse tipo de sistema.

Por Redação, com ANSA – de Bruxelas

A proibição de aplicativos de inteligência artificial que “tiram a roupa” de pessoas, conhecidos como “nudifier apps”, entrará em vigor no próximo dia 2 de dezembro, informou nesta quinta-feira um porta-voz da Comissão Europeia.

Segundo o representante europeu, o órgão está preparado para aplicar, desde o primeiro dia, as regras previstas na Lei de Inteligência Artificial da União Europeia relacionadas a esse tipo de sistema.

Giorgia Meloni já foi alvo de fotos manipuladas em site de conteúdo adulto

A declaração foi dada após a Comissão receber uma carta assinada por mais de 100 eurodeputados pedindo medidas contra sistemas de IA capazes de gerar imagens sexualizadas de pessoas sem seu consentimento.

Os parlamentares também chamaram atenção para o uso dessas ferramentas contra políticos da União Europeia.

– Deixamos muito claro que se trata de uma atividade ilegal e que ela não tem absolutamente nenhum lugar na Europa – concluiu o porta-voz.

OpenAI

A OpenAI anunciou na terça-feira o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial mais acessível que a versão mais recente do ChatGPT, seu principal produto no mercado de tecnologia.

De acordo com a empresa, a novidade possui desempenho intermediário e apresenta um custo cinco vezes menor em comparação ao modelo topo de linha. O anúncio ocorre apenas um dia após a OpenAI ter engavetado uma versão atualizada considerada não confiável.

Batizado de GPT-6.1 Sol, o novo modelo posiciona-se logo abaixo do GPT-6 Astra, a versão mais potente do ecossistema da OpenAI, lançada no início de setembro.

A empresa admitiu ter interrompido o desenvolvimento do projeto GPT-6.1 Astra após constatar que ele “frequentemente ignorava” as instruções recebidas e tentava ludibriar seus supervisores.

O ChatGPT, assistente de IA generativa da empresa, atinge semanalmente mais de 1,2 bilhão de usuários, segundo dados da própria OpenAI, que havia anunciado em julho a superação da marca de 1 bilhão de usuários ativos em menos de quatro anos de operação.

Com base em e-mails internos, o jornal The New York Times revelou que, meses antes de o modelo apresentar comportamentos fora de controle, dois funcionários haviam alertado a diretoria sobre as falhas de segurança, mas não foram ouvidos.

Já o portal americano Axios destacou que a receita recorrente anual da OpenAI aproxima-se de US$ 70 bilhões, impulsionada pelo dobramento das vendas corporativas desde julho. A publicação acrescenta que a gigante do setor consolida sua liderança comercial frente à concorrente Anthropic em seus segmentos mais rentáveis.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar “muito alinhado” com os líderes das principais empresas de tecnologia e inteligência artificial, após reunião com executivos das big techs.

– O trabalho realizado por eles é extraordinário. Temos uma vantagem enorme no setor e vamos mantê-la. Esta é uma área revolucionária, alguns dizem que é um marco maior do que a própria Revolução Industrial. É uma honra colaborar com um grupo de mentes tão brilhantes – declarou o presidente.

O republicano defendeu ainda que o setor de inteligência artificial “precisa de uma forte autorregulamentação”, e não de restrições estatais.

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