Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Trump contesta decisão judicial e impõe taxa de 10% sobre importações

Após decisão da Suprema Corte, Trump anuncia tarifas globais de 10% e critica juízes. Entenda os impactos e as alternativas do presidente.

Sábado, 21 de Fevereiro de 2026 às 13:11, por: CdB

Trump afirmou que a decisão do colegiado sobre as taxas o tornará “mais poderoso” e informou que assinará uma ordem para impor tarifas globais de 10%.

Por Redação, com ANSA – de Washington

Após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o tarifaço imposto por Donald Trump, o presidente norte-americano declarou que a decisão foi “profundamente decepcionante”, mas que não impedirá a aplicação de novas taxas.

Trump contesta decisão judicial e impõe taxa de 10% sobre importações | Presidente classificou medida como ‘decepcionante ‘ e garantiu ter ‘alternativas ‘
Presidente classificou medida como ‘decepcionante ‘ e garantiu ter ‘alternativas ‘

Por seis votos a três, o colegiado, de maioria conservadora, estabeleceu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, utilizada pelo republicano para justificar as barreiras comerciais, não o autoriza a impor tarifas, cuja definição é prerrogativa do Congresso.

– A decisão da Suprema Corte me decepcionou profundamente. Tenho vergonha de alguns juízes que não tiveram a coragem de fazer o que é certo para os EUA – comentou o mandatário durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

Trump afirmou que a decisão do colegiado sobre as taxas o tornará “mais poderoso” e informou que assinará uma ordem para impor tarifas globais de 10%, além das porcentagens já existentes. Na ocasião, o presidente citou um conjunto de instrumentos comerciais conhecido como Seção 122.

O tarifaço

Em suas críticas, Trump disse que os ministros que votaram contra o tarifaço “são uma vergonha” para a nação e declarou que o colegiado “está sendo pressionado por interesses estrangeiros”.

– Os países que nos prejudicam estão em êxtase e dançando nas ruas, mas não por muito tempo. A boa notícia é que existem métodos e leis mais fortes do que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional – afirmou o mandatário, acrescentando que ainda tem “alternativas”.

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