Rio de Janeiro, 15 de Outubro de 2026

Trump considera ataque ao Irã com bomba de alto poder destrutivo

O armamento seria utilizado para atacar infraestruturas energéticas e instalações nucleares iranianas.

Quinta, 15 de Outubro de 2026 às 11:23, por: CdB

O armamento seria utilizado para atacar infraestruturas energéticas e instalações nucleares iranianas.

Por Redação, com CartaCapital – de Washington

O governo dos Estados Unidos cogita utilizar sua maior bomba não nuclear contra o Irã caso o presidente Donald Trump decida retomar os combates na guerra, que está em um momento de impasse, informou a emissora CNN nesta quinta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O Exército avalia o possível uso da bomba GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), mais conhecida por seu apelido, a “Mãe de Todas as Bombas”, para atacar infraestruturas energéticas iranianas e instalações nucleares, segundo o canal, que citou fontes do governo informadas sobre o tema.

Trump tenta melhorar seus baixos índices de aprovação às vésperas das eleições legislativas de novembro, enquanto as pesquisas mostram que a impopular guerra no Irã e o aumento dos preços dos combustíveis, que encareceram outros produtos, prejudicam o Partido Republicano.

Os esforços diplomáticos para acabar com o conflito, que começou com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, estão em um impasse há alguns meses.

Vários funcionários do governo, no entanto, expressam dúvidas sobre a eficácia da bomba, em particular sobre sua capacidade de destruir os supostos locais nucleares subterrâneos da República Islâmica.

A MOAB serve para “limpar grandes áreas, mas não para muito mais”, disse à CNN uma fonte familiarizada com os planos. “Definitivamente não foi concebida como uma ogiva de penetração profunda”, acrescentou.

EUA

Estados Unidos e Israel afirmaram que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares, um objetivo que Teerã nega há muito tempo.

Também há preocupações sobre a possibilidade de vítimas civis provocadas por uma arma tão grande. Washington reduziu as operações militares nas últimas semanas para priorizar a pressão econômica.

À agência francesa de notícias AFP entrou em contato com o Pentágono para solicitar comentários.

Em 2017, o Exército americano no Afeganistão lançou a “MOAB” contra esconderijos do grupo Estado Islâmico em um complexo de túneis e abrigos subterrâneos, uma operação que matou mais de 90 milicianos.

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