O suspeito foi detido, e a Procuradoria Nacional Antiterrorismo assumiu a investigação, que apura a hipótese de crime com motivação racista.
Por Redação, com ANSA – de Paris
Um ataque a tiros nas cidades de Trappes e La Verrière, a cerca de 40 quilômetros de Paris, capital da França, deixou uma pessoa morta e quatro gravemente feridas, incluindo uma criança de 12 anos, na manhã desta sexta-feira.

O suspeito foi detido, e a Procuradoria Nacional Antiterrorismo assumiu a investigação, que apura a hipótese de crime com motivação racista.
Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, o agressor disparou de dentro de um carro, um Renault Clio, usando uma arma automática, contra cinco indivíduos em três locais diferentes dos dois municípios.
O prefeito de Trappes, Ali Rabeh, afirmou à emissora francesa BFMTV que o atirador “disparava ao acaso e queria cometer uma carnificina”. Ele relatou que houve “inúmeros disparos em vários bairros da cidade”. Ainda de acordo com o prefeito, a pessoa morta é de origem africana, assim como um dos feridos.
A Procuradoria Nacional Antiterrorismo informou que abriu inquérito por homicídio ligado ao terrorismo, com o agravante de que os fatos foram cometidos em razão da pertencimento a “determinada raça, etnia, nação ou religião”. A investigação também apura os possíveis delitos de posse de arma automática e associação criminosa de caráter terrorista voltada à preparação de crimes contra pessoas.
O suspeito
De acordo com o sindicato de polícia Unité 78, o suspeito foi interceptado por agentes na cidade de La Verrière, em uma operação “bastante rápida” que não deixou feridos entre as forças de segurança.
O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou “profundo pesar” e solidariedade às vítimas e às famílias. “Diante desta terrível provação, a nação está ao lado deles”, escreveu o chefe de Estado em publicação no X. Macron também agradeceu às forças de segurança pela prisão do suspeito.
Já o primeiro-ministro Sébastien Lecornu classificou os fatos como “gravíssimos” e disse que todos os meios das forças de segurança e da autoridade judicial estão mobilizados.