Miranda tem sinalizado a intenção de colaborar com as investigações e, se cair, não cairá sozinho.
Por Redação – de Brasília
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República respira com cuidado, diante da ameaça de um novo escândalo na carreira do filho ’01’ de Jair Bolsonaro (PL). Cada passo do publicitário passou a ser monitorado, desde que ele foi alvo da 10ª fase da ‘Operação Compliance Zero’, por sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo apurou a mídia conservadora, a equipe de campanha do candidato de ultradireita recebeu o recado de que Miranda tem sinalizado a intenção de colaborar com as investigações e, se cair, não cairá sozinho. Segundo esses interlocutores ele poderá entregar atores do meio político envolvidos nos atos criminosos.
Crise
Thiago Miranda intermediou a negociação que levou Daniel Vorcaro a aportar R$ 62 milhões no filme ‘Dark Horse’ sobre a vida de Jair Bolsonaro. Intermediou também uma reunião entre o banqueiro e Flávio Bolsonaro no fim de 2024, que acabou sendo transferida para uma data posterior.
Na semana passada, o publicitário foi alvo de buscas da Polícia Federal (PF) em outra ação envolvendo Vorcaro. Miranda é apontado por investigadores como articulador do chamado “Projeto DV”, iniciativa que, segundo a corporação, contratava influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis ao Master e críticos ao Banco Central, após a liquidação da instituição. Dono da Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi, Miranda também é sócio do Portal LeoDias, focado em notícias de famosos e entretenimento.
Além de seu papel publicitário, ele também era um dos responsáveis pela seleção de influenciadores contratados para atacar o BC e jornalistas proeminentes.