Rio de Janeiro, 30 de Abril de 2026

Sucessão no Congresso passa por impedimento de ministro do STF

O senador Davi Alcolumbre articula apoio político para sua reeleição, considerando pedidos de impeachment contra ministros do STF. Entenda as implicações.

Quinta, 30 de Abril de 2026 às 20:34, por: CdB

O senador, segundo interlocutores, tem adotado uma série de gestos políticos para atrair apoio, incluindo decisões recentes em pautas legislativas e sinalizações sobre temas sensíveis.

Por Redação – de Brasília

Presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (UBl-AP) pode colocar em pauta pedidos de impedimento contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), vinculando essa possibilidade ao apoio político para sua reeleição ao comando da Casa em 2027. A movimentação, detectada por líderes da base aliada ao governo, ocorre em meio à disputa interna pela Presidência do Senado e ao avanço de pressões políticas sobre o assunto. 

Sucessão no Congresso passa por impedimento de ministro do STF | Davi Alcolumbre (UB-AP) visa permanecer no cargo, em 2027
Davi Alcolumbre (UB-AP) visa permanecer no cargo, em 2027

O senador, segundo interlocutores, tem adotado uma série de gestos políticos para atrair apoio, incluindo decisões recentes em pautas legislativas e sinalizações sobre temas sensíveis. Nos bastidores, Alcolumbre tem buscado fortalecer sua posição diante da sucessão no Senado.

A possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do STF passa, agora, a integrar as negociações políticas. Embora o presidente do Senado tenha mantido parados pedidos desse tipo que chegaram à sua mesa, ele não descartou a hipótese de dar andamento a algum deles caso seja reconduzido ao cargo.

 

Processo

A sinalização foi recebida com apoio por parte da oposição, mas nem todos os parlamentares demonstraram confiança imediata. Integrantes do PL afirmam, em conversas reservadas, que só considerariam o compromisso consolidado com a efetiva abertura de um processo de impeachment.

Assim, cresce a pressão para que alguma iniciativa concreta seja adotada ainda neste ano. Parte desse grupo também apoia a indicação para que a Presidência do Senado passe a ser ocupada por um nome alinhado ao bolsonarismo. Entre os nomes citados, o senador Rogério Marinho (PL-RN) aparece como um dos principais cotados.

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