O senador, segundo interlocutores, tem adotado uma série de gestos políticos para atrair apoio, incluindo decisões recentes em pautas legislativas e sinalizações sobre temas sensíveis.
Por Redação – de Brasília
Presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (UBl-AP) pode colocar em pauta pedidos de impedimento contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), vinculando essa possibilidade ao apoio político para sua reeleição ao comando da Casa em 2027. A movimentação, detectada por líderes da base aliada ao governo, ocorre em meio à disputa interna pela Presidência do Senado e ao avanço de pressões políticas sobre o assunto.

O senador, segundo interlocutores, tem adotado uma série de gestos políticos para atrair apoio, incluindo decisões recentes em pautas legislativas e sinalizações sobre temas sensíveis. Nos bastidores, Alcolumbre tem buscado fortalecer sua posição diante da sucessão no Senado.
A possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do STF passa, agora, a integrar as negociações políticas. Embora o presidente do Senado tenha mantido parados pedidos desse tipo que chegaram à sua mesa, ele não descartou a hipótese de dar andamento a algum deles caso seja reconduzido ao cargo.
Processo
A sinalização foi recebida com apoio por parte da oposição, mas nem todos os parlamentares demonstraram confiança imediata. Integrantes do PL afirmam, em conversas reservadas, que só considerariam o compromisso consolidado com a efetiva abertura de um processo de impeachment.
Assim, cresce a pressão para que alguma iniciativa concreta seja adotada ainda neste ano. Parte desse grupo também apoia a indicação para que a Presidência do Senado passe a ser ocupada por um nome alinhado ao bolsonarismo. Entre os nomes citados, o senador Rogério Marinho (PL-RN) aparece como um dos principais cotados.