O vice-ministro frisou ainda que espera que os EUA também avaliem as propostas russas para uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia.
Por Redação, com ANSA – de Moscou
A Rússia confirmou nesta quinta-feira que está em curso uma discussão sobre um possível encontro entre o presidente do país, Vladimir Putin, e seus homólogos na Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e nos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores de Moscou, Serghei Ryabkov, o tema foi abordado na quarta pelo enviado especial americano, Steve Witkoff, durante reunião com Putin em São Petersburgo.
– O assunto foi levantado, mas, no momento, ainda não há um entendimento claro a respeito – disse Ryabkov, citado pela agência Interfax. Ele ressaltou que apesar de “não haver um consenso pleno, a discussão continua”.
O vice-ministro frisou ainda que espera que os EUA também avaliem as propostas russas para uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia.
– Espero muito que os norte-americanos também estejam empenhados na mesma tarefa – declarou Ryabkov. Witkoff, depois de se reunir com Zelensky na Noruega, levou a Putin documentos que delineiam abordagens para a resolução do conflito de mais de quatro anos.
– Da nossa parte, trouxemos vários documentos que apresentam diferentes abordagens para alcançar uma solução pacífica para o conflito entre Kiev e Moscou. Peço-lhe, senhor presidente, que analise esses documentos em um momento oportuno – disse Witkoff, que também expressou o desejo de Putin considerar um encontro trilateral com a Ucrânia, mediado pelos EUA.
Prisioneiro
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, atendeu a um pedido de seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, e libertou o prisioneiro norte-americano Stephen Hubbard, condenado no país por lutar pela Ucrânia.
A informação foi confirmada pelo próprio Putin na quarta-feira durante encontro em São Petersburgo com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, o qual agradeceu ao líder russo em nome da Casa Branca.
No Truth, Trump destacou que a libertação de Hubbard se deu “sem nada em troca”.
Hubbard, um professor de inglês aposentado de 74 anos, foi capturado por forças russas na Ucrânia em 2022, e condenado a sete anos de prisão em 2024, sob a acusação de combater por Kiev.
Após se reunir na terça-feira com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega, Witkoff levou a Putin documentos que delineiam abordagens para a resolução do conflito de mais de quatro anos na Ucrânia.
– Da nossa parte, trouxemos vários documentos que apresentam diferentes abordagens para alcançar uma solução pacífica para o conflito entre Kiev e Moscou. Peço-lhe, senhor presidente, que analise esses documentos em um momento oportuno – disse Witkoff, que também expressou o desejo de Putin considerar um encontro trilateral com a Ucrânia, mediado pelos EUA.
Já o líder russo agradeceu a Trump “pela atenção para solucionar a crise” no país vizinho.
– Sei que o presidente Trump dá atenção especial a isso, e, antes de tudo, sob uma perspectiva humanitária – afirmou Putin a Witkoff, segundo a TASS.
De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o chefe de Estado da Rússia irá analisar “todas as propostas” oferecidas pelo enviado americano, ainda que “muito dependa dos ucranianos, e de quão dispostos estão a se comprometer, de forma concreta, com uma solução pacífica”.
No encontro, Putin e Witkoff também ampliaram a discussão sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados norte-americano e global em meio à guerra dos EUA contra o Irã, acordo que enfureceu Zelensky.
Em declaração à imprensa, o assessor presidencial russo Yuri Ushakov afirmou que Putin e Witkoff observaram que “o pacto sobre o fornecimento de diesel ajudará a estabilizar o mercado de energia” mundial.
O presidente russo e o enviado da Casa Branca também conversaram sobre uma possível cúpula trilateral na China com a presença de Trump.
Depois de receber Witkoff, Putin se reuniu com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, com quem reforçou a cooperação bilateral.
– Nossas relações são independentes da situação internacional e não são voltadas contra ninguém – declarou Putin a Li no início da reunião.
Por sua vez, assim que desembarcou em São Petersburgo, o premiê de Pequim reforçou que a China está pronta para trabalhar com a Rússia em uma direção “mais profunda, mais substancial e mais resiliente”.