Projetos fazem parte do Sandbox.Rio e incluem ainda pulseiras para localizar crianças na praia e tecnologias para logística e combate à dengue.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A prefeitura do Rio apresentou, nesta quinta-feira, dez projetos que serão testados na cidade dentro da terceira edição do Sandbox.Rio, programa que autoriza, de forma temporária, o uso de novas tecnologias em espaço público. Entre as iniciativas selecionadas estão um drone capaz de lançar botes para resgatar banhistas em risco de afogamento e uma bicicleta aquática elétrica desenvolvida para retirar lixo da Lagoa Rodrigo de Freitas enquanto coleta amostras da água.

Os projetos foram apresentados no Porto Maravalley, na região central, e passarão por uma fase de testes antes de eventual regulamentação. A proposta do programa é permitir que soluções inovadoras sejam avaliadas na prática, com acompanhamento da prefeitura.
A bicicleta aquática, desenvolvida pela empresa BiClean, foi a melhor colocada no processo seletivo. O equipamento funciona com energia solar e também pode ser acionado por usuários que pedalarem o dispositivo. A ideia é iniciar os testes com quatro unidades na altura do Parque dos Patins, na Lagoa, em data ainda a ser definida.
Além de retirar resíduos da água, o sistema também coleta amostras para análise da qualidade ambiental. Segundo os idealizadores, o projeto também busca estimular a conscientização sobre o descarte irregular de lixo.
– Um dos objetivos é promover a educação e a consciência ambiental de que o lixo despejado irregularmente vai parar em rios e lagoas. Devemos oferecer algum brinde com base no volume de lixo recolhido – explicou o criador da BiClean, Marcius Victório da Costa.
Outro destaque é o projeto da Aero Labs, que prevê o uso de drones para resgate no mar. O equipamento pode levar botes até banhistas em risco e até transportar um salva-vidas, reduzindo o tempo de resposta em situações de afogamento.
A empresa aponta que o equipamento pode alcançar até 72 km/h e alcançar a vítima de afogamento com mais velocidade do que uma moto aquática. A proposta inicial é realizar testes na região do Recreio dos Bandeirantes.
Pulseiras com QR code e rede de barraqueiros serão testadas para localizar crianças perdidas na praia.
Entre as iniciativas voltadas para o cotidiano da população, está um sistema de pulseiras com QR code para ajudar a localizar crianças perdidas na orla. A tecnologia, desenvolvida pela startup naPorta, permite que ambulantes cadastrados identifiquem a criança e acionem os responsáveis por meio de um aplicativo. O piloto deve começar nas praias do Leme e do Leblon.
A mesma empresa também pretende expandir o projeto de CEP Digital, que já teve testes no Vidigal. A proposta usa georreferenciamento para facilitar a entrega de encomendas em áreas com endereçamento irregular.
Lista inclui projetos de combate à dengue, entrega de vacinas e monitoramento ambiental com IA.
Na área de saúde pública, um dos projetos prevê o uso de motocicletas equipadas com sistemas de nebulização e monitoramento por inteligência artificial para o combate a vetores de doenças como a dengue em regiões de difícil acesso.
Já na logística, a iniciativa ColdLog propõe o transporte de vacinas e medicamentos em módulos refrigerados acoplados a motocicletas elétricas, com controle de temperatura em tempo real.
Outras propostas incluem a criação de estações de recarga para veículos elétricos com energia solar, a instalação de sensores para monitorar a qualidade do ar e os níveis de ruído na cidade e o uso de estruturas flutuantes para coleta de resíduos em rios, como o Canal do Mangue.
Projetos
Também está entre os projetos selecionados uma iniciativa de revitalização do Centro, que prevê a atuação conjunta da iniciativa privada em áreas como segurança, limpeza e urbanismo, a partir de experiências piloto.
Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, responsável pelo programa, a nova edição do Sandbox.Rio priorizou soluções com impacto direto na rotina da população e ampliou o foco para além da Zona Sul.
– Nessa nova etapa, a gente ampliou o alcance do programa, escolhendo tecnologias que podem trazer impacto positivo na vida da população. No processo seletivo, criamos um sistema de pontuação que concede uma nota maior para programas que serão desenvolvidos fora da Zona Sul – afirmou o secretário Osmar Lima.
A prefeitura já utilizou o programa em edições anteriores para testar e regulamentar serviços que hoje fazem parte do dia a dia da cidade, como o uso de patinetes elétricos e a instalação de eletropostos para veículos elétricos.