Certificação avalia critérios ambientais, de qualidade da água, educação e acessibilidade em praias ao redor do mundo.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro lança, nesta segunda-feira, a candidatura das praias do Praia do Diabo e do Praia do Arpoador ao selo internacional Bandeira Azul. O anúncio foi realizado no Posto 7 da Praia de Ipanema, na Zona Sul da cidade.

Na temporada atual, receberam o selo as praias da Prainha, Praia de Grumari e Praia da Reserva, no trecho do Parque Municipal Nelson Mandela, além da Praia do Sossego, em Niterói.
A certificação é concedida pela Foundation for Environmental Education (FEE), organização não governamental e sem fins lucrativos sediada na Dinamarca.
O selo reconhece praias, marinas e embarcações de turismo que comprovem o cumprimento de 38 critérios ambientais, como qualidade da água, segurança, gestão sustentável, acessibilidade e educação ambiental. No Brasil, o programa é coordenado pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR).
Outras praias
No estado do Rio de Janeiro, outras 14 praias e uma marina também receberam a Bandeira Azul nesta temporada, incluindo destinos da Região dos Lagos, como Armação dos Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo, além de trechos em Saquarema, Iguaba Grande e Angra dos Reis.
Entre os locais certificados estão a Praia Azeda-Azedinha, a Praia do Forno, a Praia do Peró, a Praia de Ubás e a Marina Costabella.
Arcos da Lapa
Os Arcos da Lapa, um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, começaram a passar por obras de restauração nesta segunda-feira. Esta é a primeira intervenção na estrutura desde 2022.
O projeto prevê limpeza e pintura dos 270 metros do aqueduto, além de melhorias em áreas próximas que fazem parte da rota turística do Centro da cidade.
O investimento estimado é de R$ 1,7 milhão, e a previsão é que as obras sejam concluídas até julho deste ano.
Além da recuperação dos arcos, o trabalho também inclui a revitalização de espaços do entorno, como a Praça Cardeal Câmara e o calçamento em pedras portuguesas da região.
Para preservar as características originais do monumento, o restauro utilizará técnicas tradicionais de conservação, incluindo argamassa à base de cal virgem, material semelhante ao utilizado na construção histórica.
A obra conta com uma equipe de dez profissionais, entre eles alpinistas industriais, que farão rapel nos 17 metros de altura da estrutura para auxiliar na recuperação.
Construídos entre 1723 e 1750, os Arcos da Lapa — também conhecidos como Aqueduto da Carioca — foram originalmente projetados para transportar água do Rio Carioca até o Centro.
Desde 1896, a estrutura passou a servir como trajeto do Bondinho de Santa Teresa.
Todo o aqueduto é tombado como patrimônio nacional desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A obra é coordenada pela Secretaria Municipal de Conservação do Rio de Janeiro.
Segundo o secretário Diego Vaz, a restauração busca preservar um dos símbolos históricos da cidade, localizado próximo a espaços culturais como o Circo Voador e a Fundição Progresso.