Produção na indústria registra queda mais intensa em dois anos
Já entre os subsetores, as tendências foram divergentes. Os produtores de bens de consumo e intermediários apresentaram contração, enquanto os fabricantes de bens de capital registraram algum crescimento. As perdas aconteceram em meio a elevadas pressões de preços, poder de compra limitado entre os consumidores e a nova onda da covid-19.
Já entre os subsetores, as tendências foram divergentes. Os produtores de bens de consumo e intermediários apresentaram contração, enquanto os fabricantes de bens de capital registraram algum crescimento. As perdas aconteceram em meio a elevadas pressões de preços, poder de compra limitado entre os consumidores e a nova onda da covid-19.
Por Redação - de São Paulo
A indústria brasileira, em seus setores de bens de consumo e intermediários, registrou uma intensa queda em janeiro deste ano, com o declínio mais acentuado nos setores de novas encomendas e produção, em quase dois anos. O corte de empregos é um dos mais graves, no período, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da IHS Markit, divulgado nesta terça-feira.
O nível de produção da indústria, embora mais fraco do que o previsto, ainda enfrenta a falta de matéria-prima
Em janeiro, o índice caiu a 47,8, depois de marcar 49,8 em dezembro, segundo dados da pesquisa, indo ainda mais abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração. Essa é a leitura mais fraca desde maio de 2020 (38,3).
— O ambiente econômico difícil para a indústria brasileira nos últimos meses foi intensificado pela escalada da pandemia — afirmou a diretora associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima.
Consumidores
Já entre os subsetores, as tendências foram divergentes. Os produtores de bens de consumo e intermediários apresentaram contração, enquanto os fabricantes de bens de capital registraram algum crescimento. As perdas aconteceram em meio a elevadas pressões de preços, poder de compra limitado entre os consumidores e a nova onda da covid-19, marcada pela variante Ômicron.
Os empresários, segundo a PMI, registraram em janeiro redução dos volumes de produção e o quarto mês consecutivo de queda nos novos negócios, com ambos no ritmo mais intenso de contração desde maio de 2020. A queda nas vendas, medidas de cortes de custos e a piora da pandemia levaram a uma redução de empregos em janeiro, a primeira em dez meses e a mais intensa desde meados de 2020.
As empresas relataram ainda que a escassez de matérias-primas, a disponibilidade restrita de frete e a fraqueza cambial continuaram a elevar os custos. Mas mesmo assim a inflação de insumos foi a uma mínima de 19 meses em janeiro. Da mesma maneira, os custos nos portões das fábricas subiram no ritmo mais lento desde junho de 2020, embora a taxas ainda acima das vistas antes do início da pandemia.