Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2025

Produção na indústria registra queda mais intensa em dois anos

Já entre os subsetores, as tendências foram divergentes. Os produtores de bens de consumo e intermediários apresentaram contração, enquanto os fabricantes de bens de capital registraram algum crescimento. As perdas aconteceram em meio a elevadas pressões de preços, poder de compra limitado entre os consumidores e a nova onda da covid-19.

Terça, 01 de Fevereiro de 2022 às 11:01, por: CdB

Já entre os subsetores, as tendências foram divergentes. Os produtores de bens de consumo e intermediários apresentaram contração, enquanto os fabricantes de bens de capital registraram algum crescimento. As perdas aconteceram em meio a elevadas pressões de preços, poder de compra limitado entre os consumidores e a nova onda da covid-19.

Por Redação - de São Paulo
A indústria brasileira, em seus setores de bens de consumo e intermediários, registrou uma intensa queda em janeiro deste ano, com o declínio mais acentuado nos setores de novas encomendas e produção, em quase dois anos. O corte de empregos é um dos mais graves, no período, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da IHS Markit, divulgado nesta terça-feira.
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O nível de produção da indústria, embora mais fraco do que o previsto, ainda enfrenta a falta de matéria-prima
Em janeiro, o índice caiu a 47,8, depois de marcar 49,8 em dezembro, segundo dados da pesquisa, indo ainda mais abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração. Essa é a leitura mais fraca desde maio de 2020 (38,3). — O ambiente econômico difícil para a indústria brasileira nos últimos meses foi intensificado pela escalada da pandemia — afirmou a diretora associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Consumidores

Já entre os subsetores, as tendências foram divergentes. Os produtores de bens de consumo e intermediários apresentaram contração, enquanto os fabricantes de bens de capital registraram algum crescimento. As perdas aconteceram em meio a elevadas pressões de preços, poder de compra limitado entre os consumidores e a nova onda da covid-19, marcada pela variante Ômicron. Os empresários, segundo a PMI, registraram em janeiro redução dos volumes de produção e o quarto mês consecutivo de queda nos novos negócios, com ambos no ritmo mais intenso de contração desde maio de 2020. A queda nas vendas, medidas de cortes de custos e a piora da pandemia levaram a uma redução de empregos em janeiro, a primeira em dez meses e a mais intensa desde meados de 2020. As empresas relataram ainda que a escassez de matérias-primas, a disponibilidade restrita de frete e a fraqueza cambial continuaram a elevar os custos. Mas mesmo assim a inflação de insumos foi a uma mínima de 19 meses em janeiro. Da mesma maneira, os custos nos portões das fábricas subiram no ritmo mais lento desde junho de 2020, embora a taxas ainda acima das vistas antes do início da pandemia.
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