Centenas de escolas devem seguir fechadas na França devido à continuidade dos protestos estudantis, apoiados por sindicatos.
Por Redação, com RFI – de Paris
Entre 400 e 500 escolas de ensino médio devem permanecer total ou parcialmente fechadas nesta segunda-feira na França, de um total de 3,7 mil unidades, número semelhante ao registrado na sexta-feira, afirmou neste domingo o ministro da Educação, Edouard Geffray. O dado indica que a mobilização dos estudantes do ensino médio continua forte.

– Houve entre 400 e 500 escolas que suspenderam as aulas na sexta-feira e provavelmente haverá um número semelhante na segunda-feira. No entanto, as atividades devem ser retomadas de forma parcial e gradual – declarou o ministro à emissora France 2.
Na sexta-feira, Edouard Geffray tentou reduzir a tensão nas escolas ao se reunir com representantes de entidades estudantis. Após o encontro, os estudantes manifestaram decepção com os resultados da conversa e defenderam a continuidade dos protestos.
Embora tenham condenado os episódios de violência ocorridos durante os bloqueios das escolas, os representantes estudantis convocaram manifestações para a terça-feira, 6 de outubro. O movimento contará também com o apoio de diversas centrais sindicais, entre elas a CGT (Confederação Geral do Trabalho).
Protestos
Os estudantes que bloqueiam as escolas denunciam, entre outros problemas, salas de aula superlotadas, falta de professores e a deterioração da infraestrutura dos prédios escolares. Segundo eles, essas dificuldades são consequência de anos de investimentos insuficientes na educação pública.
Neste domingo, Edouard Geffray informou que 24 estabelecimentos de ensino foram incendiados ou depredados desde o início dos protestos. Ele também afirmou que 78 profissionais da educação ficaram feridos no mesmo período.
Desde segunda-feira, cerca de 5 mil pessoas, a maioria adolescentes, foram detidas em várias regiões do país, e dezenas de outras ficaram feridas.
A mobilização dos estudantes do ensino médio começou em 18 de setembro em escolas localizadas em áreas mais pobres da região metropolitana de Paris e posteriormente se espalhou para o restante da França.