A posição significa outro revés para a tentativa do candidato do PL de ampliar sua base de alianças no centro político. Nas últimas semanas, o PL vinha tentando, sem sucesso, atrair o Podemos.
Por Redação – de Brasília
O Partido Podemos foi uma uma legenda que decidiu, nesta terça-feira, de apoiar formalmente a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), ou filho ’01’ como também é conhecido, à Presidência da República. A legenda opta, assim, pela neutralidade nas eleições presidenciais.

A posição significa outro revés para a tentativa do candidato do PL de ampliar sua base de alianças no centro político. Nas últimas semanas, o PL vinha tentando, sem sucesso, atrair o Podemos e chegou a sondar a possibilidade de a presidente da legenda, a deputada Renata Abreu, ocupar a vaga de vice na chapa bolsonarista. A decisão, no entanto, frustrou a ofensiva de ’01′ e reforça o isolamento do candidato de ultradireita.
Negativas
Renata Abreu consultou diretórios do Podemos na véspera e ouviu da maioria a preferência pela neutralidade. Com isso, os filiados devem ficar livres para apoiar o candidato à Presidência com quem tiverem maior afinidade. A decisão foi oficializada nesta manhã.
A movimentação ocorre em meio a uma sequência de negativas ao PL, com a desistência da federação UB-PP de evitar uma aliança formal com o bolsonarismo.
A recusa do Podemos praticamente encerra a tentativa de Flávio Bolsonaro de atrair partidos do chamado ‘Centrão’ para uma frente nacional de direita. Sem novas legendas em torno da candidatura, o senador tende a ter menos tempo de rádio e televisão e menos facilidade para compartilhar recursos do fundo eleitoral com aliados.
São Paulo
O Podemos, por sua vez, também esteve na área de interesse do PT, que buscava (e conseguiu) garantir a neutralidade da legenda. Tanto o campo do PT quanto do PL acenaram com a possibilidade de participação em um eventual governo, em caso de vitória.
A estratégia de neutralidade, considerada uma vitória do PT sobre ’01’, interessa especialmente em São Paulo. Atualmente, 11 dos 27 congressistas do Podemos são do Estado, onde a legenda avalia que a combinação entre neutralidade nacional e aproximação com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pode favorecer a busca por votos.
Outra ala do Podemos ainda deve se alinhar ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na disputa presidencial. Segundo pessoas próximas, Zema também tentou atrair o partido para sua chapa e chegou a oferecer a vaga de vice a um nome da sigla, mas não obteve sucesso.