As investigações da PF até o momento não identificaram quaisquer riscos de ataques a embaixadas dos EUA.
Por Redação, com Brasil 247 – de Brasília
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo que a corporação já abriu investigação para apurar suposto esquema de financiamento de uma agenda de extrema-direita no Brasil pelo governo norte-americano de Donald Trump que teria entre os objetivos interferir nas eleições brasileiras.

A investigação foi solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU) na quinta-feira. Segundo Rodrigues, a área técnica da PF designou a Diretoria de Inteligência da corporação para tocar a apuração.
– Já é uma investigação em andamento, um procedimento prévio, mas ainda não foi publicada a portaria do inquérito policial – disse ele, ao ressaltar que é comum se abrir uma investigação preliminar antes do inquérito propriamente dito.
O pedido da AGU teve como base reportagem publicada no jornal inglês The Guardian, segundo a qual o Departamento de Estado norte-americano teria destinado US$1 milhão de um fundo ligado aos direitos humanos e à democracia para um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”.
Rodrigues disse também que investigações da PF até o momento não identificaram quaisquer riscos de ataques a embaixadas dos EUA e outras representações diplomáticas.
PF
Na sexta-feira, a PF informou que cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para apurar suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos EUA no Brasil.
– Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados – disse Rodrigues neste domingo.
– Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada – disse ele, em linha com comunicado da PF de sexta.
Representações diplomáticas dos EUA e da Austrália reduziram suas atividades na sexta.