As declarações estão em uma mensagem do pontífice norte-americano para o 11º Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado pela Igreja Católica em 1º de setembro.
Por Redação, com ANSA – da Cidade do Vaticano
O papa Leão XIV fez nesta quinta-feira um novo apelo contra as guerras que assolam o mundo e disse que os conflitos armados são um “fracasso político, moral e espiritual” e alimentam a “degradação ambiental” do planeta.

As declarações estão em uma mensagem do pontífice americano para o 11º Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado pela Igreja Católica em 1º de setembro.
No texto, o papa alertou que a guerra “deixa feridas que vão muito além do campo de batalha”, ceifando vidas, separando famílias e obrigando “milhões de pessoas a fugir para longe de seus lares”. Além disso, “deixa para trás uma destruição social e ecológica que perdura por gerações”.
– A interação entre os conflitos armados e a degradação ambiental cria frequentemente um ciclo vicioso, que destrói ecossistemas, contamina recursos essenciais, como o ar e a água, e compromete a segurança alimentar. Isto faz crescer a pobreza, a desigualdade e novas tensões sociais que podem contribuir para o surgimento de mais conflitos – acrescentou.
Para o papa, “não se trata apenas de um fracasso político, mas também moral e espiritual”, enraizado em “desejos distorcidos e no uso indevido da liberdade e do poder humanos”.
– Hoje, testemunhamos muitas crises e muito sofrimento humano. Parece, ao mesmo tempo, que a perturbação do equilíbrio harmonioso da criação está acelerando. Estes fenômenos não deixam de estar relacionados: constituem um único apelo à cura e à paz, proveniente de um mundo ferido – salientou.
Guerra
Em um planeta onde “os esforços continuam sendo direcionados para a violência e a guerra”, Leão XIV disse que “as causas profundas dos conflitos e da exploração da criação têm origem em uma crise ética e cultural, que inclui a perda do sentido dos limites, a vontade de domínio, a busca do lucro imediato e a incapacidade de reconhecer a dignidade, concedida por Deus a cada pessoa humana”.
Além disso, Robert Prevost destacou a necessidade de imaginar um mundo “em que as energias atualmente investidas na guerra” sejam “canalizadas para o desenvolvimento humano integral, a superação da pobreza, a proteção da dignidade humana e a reconciliação entre os povos”.
– As verdadeiras ferramentas para construir a paz não são as armas de destruição, mas sim a verdade, o diálogo, a paciência, a bondade, a justiça, a misericórdia, a compreensão, o cuidado e o amor. Só estas qualidades possuem o poder de transformar os indivíduos, renovar as comunidades e curar as feridas do nosso mundo – concluiu o pontífice.