Robert Prevost também lembrou que os cardeais devem “ajudar o papa” em sua missão à frente da Igreja Católica, ainda que nem sempre seja possível “encontrar soluções imediatas aos problemas que precisamos enfrentar”.
Por Redação, com ANSA – da Cidade do Vaticano
O papa Leão XIV alertou nesta quinta-feira que os cardeais não devem promover “agendas pessoais ou de grupo”, em uma missa realizada em meio ao primeiro consistório extraordinário de seu pontificado.

A reunião começou na última quarta e discute temas relevantes para a Igreja Católica. Embora uma pauta oficial não tenha sido divulgada pelo Vaticano, cardeais informaram à ANSA que um dos temas em debate é o das missas em latim, restringidas pelo papa Francisco e defendidas pela ala mais tradicionalista do clero.
– Não estamos aqui para promover agendas pessoais ou de grupo, mas para confiar os nossos projetos e inspirações ao juízo de um discernimento que nos ultrapassa – disse Leão XIV em sua homilia para o colégio cardinalício na Basílica de São Pedro.
– Todos nós paramos para estar aqui: interrompemos por algum tempo as nossas atividades e renunciamos a compromissos importantes, para nos reunirmos e discernirmos o que o Senhor nos pede para o bem do seu povo. Este é, por si só, um gesto muito significativo, profético, especialmente no contexto da sociedade frenética em que vivemos – acrescentou.
Igreja Católica
Robert Prevost também lembrou que os cardeais devem “ajudar o papa” em sua missão à frente da Igreja Católica, ainda que nem sempre seja possível “encontrar soluções imediatas aos problemas que precisamos enfrentar”.
– Caríssimos, o que vocês oferecem à Igreja é algo grandioso, extremamente pessoal e profundo, único para cada um e precioso para todos; e a responsabilidade que partilham com o sucessor de Pedro é grave e pesada – salientou.
O consistório desta semana é do tipo “extraordinário”, ou seja, é voltado a discutir assuntos importantes da Igreja, enquanto os “ordinários” geralmente são realizados para a nomeação de novos cardeais.
Francisco fez apenas um consistório “extraordinário” durante seu pontificado, já que preferia governar com o auxílio de um grupo restrito de pouco mais de 10 cardeais. Com a morte de Jorge Bergoglio e o advento de Prevost, o colégio cardinalício tem pressionado por uma governança mais compartilhada na Santa Sé.