A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de organização criminosa, por meio de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas.
Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro
Policiais Federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão na nona fase da Operação Unha e Carne, nesta quinta-feira, na cidade do Rio de Janeiro.

A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de organização criminosa, por meio de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas registradas em nome de “laranjas”.
De acordo com a Polícia Federal (PF), o grupo é suspeito de registrar bens e valores em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, a fim de ocultar os verdadeiros proprietários.
A investigação apurou também o uso de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade e o emprego de empresas nacionais e estrangeiras, inclusive em paraísos fiscais.
Também há indícios do envolvimento de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A oitava fase da operação Unha e Carne resultou na prisão de um ex-prefeito de município da Baixada Fluminense e um ex-secretário da Polícia Civil fluminense.
Sonegação
A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira, uma operação para investigar um esquema de sonegação fiscal que teria causado uma dívida tributária superior a R$ 100 milhões no Rio. Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da capital fluminense.
Batizada de Operação Denário, a ação é conduzida pela Delegacia Fazendária (Delfaz), com apoio da Secretaria Estadual de Fazenda. Segundo as investigações, os investigados teriam criado várias empresas em nome de terceiros para esconder quem eram os verdadeiros responsáveis pelos negócios. O alvo é um grupo ligado a empresas do comércio varejista.
Apesar de aparecerem oficialmente em nome de pessoas diferentes, as empresas eram controladas pelo mesmo grupo. Um dos principais investigados seria responsável por criar e administrar os estabelecimentos, usando outras pessoas para ocultar sua participação.
A estratégia, segundo a polícia, teria permitido que as empresas deixassem de pagar parte dos impostos devidos, reduzindo ilegalmente os valores recolhidos ao poder público.
Para chegar ao valor estimado da dívida, a equipe da Delegacia Fazendária analisou informações fiscais das empresas e cruzou os dados com outros levantamentos. O trabalho identificou débitos tributários que, somados, ultrapassam R$ 100 milhões.
Nesta primeira fase da operação, os policiais procuram documentos, computadores, celulares e outros materiais que possam ajudar a esclarecer como funcionava o esquema e identificar todos os envolvidos.
As investigações continuam para apurar as possíveis irregularidades e a participação de cada suspeito. A polícia explica que sonegação fiscal, além de prejudicar a arrecadação pública, pode dar vantagem indevida a empresas que deixam de pagar impostos em relação aos concorrentes que cumprem suas obrigações.