Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2025

ONU condena ‘impunidade quase total’ que impede resolver guerras

Guterres defendeu, por isso, reformas "absolutamente essenciais" das instituições multilaterais para que seja possível garantir o respeito pela Carta das Nações Unidas e pela lei internacional.

Quarta, 28 de Agosto de 2024 às 15:03, por: CdB

Guterres defendeu, por isso, reformas “absolutamente essenciais” das instituições multilaterais para que seja possível garantir o respeito pela Carta das Nações Unidas e pela lei internacional.

Por Redação, com Lusa – de Díli

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, lamentou nesta quarta-feira a “impunidade quase total” que existe no mundo, em que as potências se neutralizam, impedindo que a comunidade internacional consiga resolver as várias guerras.

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Secretário-geral da ONU falou em entrevista no Timor-Leste

Em entrevista em Díli, após encontro com o presidente do Timor-Leste, José Ramos-Horta, Guterres afirmou que “ninguém hoje tem respeito por ninguém e por nada, não há respeito pela carta das Nações Unidas, não há respeito pela lei internacional e também não há respeito pelas potências”.

Segundo o secretário, essa impunidade faz com que continuem guerras como a do Sudão, Oriente Médio, da República Democrática do Congo ou Myanmar (antiga Birmânia), em que a “comunidade internacional se tem mostrado impotente” para resolver.

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Reformas “absolutamente essenciais”

Guterres defendeu, por isso, reformas “absolutamente essenciais” das instituições multilaterais para que seja possível garantir o respeito pela Carta das Nações Unidas e pela lei internacional.

O secretário-geral da ONU chegou hoje a Díli para uma visita oficial de três dias, no âmbito das comemorações dos 25 anos do referendo que levou à restauração da independência do Timor-Leste. Ele considerou que as divisões geopolíticas que existem no mundo não permitiriam repetir em outros conflitos a unanimidade que se conseguiu junto à comunidade internacional para a intervenção das Nações Unidas no país.

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