Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2026

ONU classifica como tortura plano dos EUA para exibir execução

A aplicação da pena está prevista para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento composto por soldados.

Sexta, 09 de Outubro de 2026 às 11:22, por: CdB

A aplicação da pena está prevista para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento composto por soldados.

Por Redação, com ANSA – de Washington

O Pentágono anunciou, na quinta-feira, que a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, condenado à morte pelo ataque que deixou 13 mortos e 32 feridos na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, será transmitida ao vivo.

Ataque cometido por Nidal Malik Hasan deixou 13 mortos e 32 feridos

A informação foi divulgada após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar que a execução será pública, para que a população do país possa testemunhar o procedimento.

A aplicação da pena está prevista para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento composto por soldados. O Pentágono informou que mais detalhes serão divulgados posteriormente.

Ainda não há informações sobre como será feita a transmissão nem se o público poderá acompanhar a execução presencialmente ou apenas pela televisão e pelas redes sociais.

Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército norte-americano, abriu fogo contra militares e funcionários no Centro de Processamento de Prontidão de Soldados, em Fort Hood, em novembro de 2009.

O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos. No início desta semana, o presidente Donald Trump aprovou a execução por fuzilamento.

– Garantiremos que as pessoas possam testemunhar — que seja pública — porque todos precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa – afirmou.

ONU

A possibilidade de transmitir a execução ao vivo provocou uma reação da Organização das Nações Unidas (ONU). Em declaração enviada à agência francesa de notícias AFP, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou que a transmissão equivaleria a uma execução pública e violaria a proibição absoluta da tortura.

De acordo com o Death Penalty Information Center, organização sem fins lucrativos que monitora a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos, a última execução militar no país ocorreu em 13 de abril de 1961. Na ocasião, o soldado John A. Bennett foi enforcado após ser condenado por estupro e tentativa de homicídio. 

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