Rio de Janeiro, 24 de Junho de 2026

Onda de calor na França deixa 40 mortos por afogamento

A onda de calor na França resulta em 40 mortes por afogamento. Temperaturas recordes atingem várias partes da Europa, incluindo Reino Unido e Itália.

Terça, 23 de Junho de 2026 às 12:03, por: CdB

O Reino Unido, a Itália, a Suíça e a Espanha também enfrentam calor extremo, com temperaturas recordes em algumas regiões.

Por Redação, com Reuters – de Paris

Ao menos 40 pessoas se afogaram na França nos últimos dias enquanto tentavam se refrescar para escapar do calor recorde, informou o primeiro-ministro Sébastien Lecomu nesta terça-feira, em meio à onda de calor que assola grande parte da Europa.

Reino Unido, Itália, Suíça e Espanha também enfrentam calor extremo

O Reino Unido, a Itália, a Suíça e a Espanha também enfrentam calor extremo, com temperaturas recordes em algumas regiões, prejudicando o funcionamento das escolas e das redes de transporte.

A Europa está se aquecendo a um ritmo mais de duas vezes superior à média global, segundo a Organização Meteorológica Mundial, tornando cada vez mais prováveis esses episódios prolongados de calor.

Alerta na França

Grande parte da França está sob alerta severo de calor e deve registrar hoje temperaturas em torno de 40 graus Celsius, informou a Meteo France, com previsão de temperaturas de até 43 °C em algumas regiões do oeste. 

O país acaba de registrar sua tarde e noite mais quentes desde o início dos registros, em 1947. Cinquenta e quatro departamentos estão sob alerta vermelho, o que, segundo os meteorologistas, é algo sem precedentes.

Por toda a França, as pessoas têm pulado em canais e rios para se refrescar. A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, disse compreender a necessidade de escapar do calor, mas alertou contra nadar em áreas não autorizadas ou perigosas.

Falando antes de uma reunião de emergência sobre a onda de calor, Lecornu, disse:

– Um triste flagelo no que diz respeito a afogamentos, já que os números mais recentes que acabamos de receber mostram 40 mortes desde 18 de junho, a maioria delas de jovens.

Na segunda-feira, as equipes de socorro não conseguiram reanimar duas crianças, de 2 e 4 anos, que foram encontradas inconscientes pela mãe no carro da família, em frente à casa, informou um promotor em Carpentras, no sudeste da França.

A atividade empresarial desacelera.

Em Paris, passageiros enfrentam condições de calor sufocante, após noites sem dormir em apartamentos mal equipados para o calor. Alguns trens foram cancelados, inclusive entre Paris e Bruxelas.

Líderes empresariais afirmaram que a economia também é afetada.

“A França está funcionando em ritmo lento. As empresas, na medida do possível, estão implementando recomendações para proteger seus funcionários”, disse o presidente da MEDEF, Patrick Martin, à BFM TV. 

A onda de calor na Europa é causada por um padrão climático conhecido como “bloqueio ômega”, pois assume a forma da letra grega, com uma massa de ar quente no meio e ar mais frio em ambos os lados, fazendo com que as temperaturas subam dia após dia.

As ondas de calor e as tempestades estão se intensificando devido às mudanças climáticas, elevando ainda mais as temperaturas e causando mais chuvas.

A Meteo France afirmou que as condições atuais são comparáveis à onda de calor de agosto de 2003, que durou 16 dias e resultou em cerca de 80 mil mortes a mais em toda a Europa, segundo a União Europeia (UE). Não se sabe ao certo quanto tempo durará o episódio atual.

Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu o alerta de nível mais alto para 15 cidades, e as autoridades tomaram medidas para restringir as atividades em alguns setores. Esperam-se tempestades ainda nesta terça-feira sobre os Alpes e os Apeninos, trazendo chuvas fortes, rajadas de vento e granizo.

O Reino Unido também está sob o domínio do calor, com o Met Office prevendo temperaturas de até 37°C no sul da Inglaterra nesta terça-feira — potencialmente um novo recorde para junho — antes de subirem ainda mais nesta quarta e na quinta-feira.

Em Londres, tempestades noturnas — parte do mesmo padrão climático instável– causaram mais transtornos, inclusive no Aeroporto de Heathrow.

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