Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2026

Número de adolescentes analfabetos recua, segundo IBGE

Em 2025, o Brasil registrou 8,4 milhões de analfabetos, com destaque para a população idosa e desigualdades raciais. Descubra os dados do IBGE.

Sábado, 20 de Junho de 2026 às 17:23, por: CdB

A população com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025. Eram 4,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever um bilhete simples.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O país tinha 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2025, o que corresponde a uma taxa de analfabetismo de 4,9%. É a primeira vez que a taxa de analfabetismo fica abaixo de 5% desde 2016. Mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões de pessoas) estava no Nordeste, com uma taxa de 10,6%.

Inaf: 29% dos brasileiros são analfabetos funcionais

A população com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025. Eram 4,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever um bilhete simples. Ainda na população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) passou a ser menor que a dos homens (14,1%) pela primeira vez.

Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário. Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo caiu para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos. Pela primeira vez, mais da metade de pretos ou pardos com 25 anos ou mais (51,3%) tem o ensino médio completo.

 

Nordeste

No Norte, 35,2% dos bebês de 0 a 1 ano e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por falta de escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. No Nordeste, os percentuais foram 36,1% e 37,2%, respectivamente.

A proporção de crianças de 6 a 14 anos na etapa ideal (ensino fundamental) bate meta (96,1%) do Plano Nacional de Educação (PNE), mas não retorna aos níveis pré-pandemia. Homens (77,4%) e pessoas pretas ou pardas (77,8%) de 15 a 17 anos têm menos frequência no ensino médio do que mulheres (84%) e pessoas brancas (84,9%).

A proporção de brancos de 18 a 24 anos com nível superior e que não frequenta instituição de ensino (6,2%) é mais do que o dobro de pretos ou pardos (3,0%). Os maiores percentuais de abandono escolar ocorrem a partir dos 16 anos: 18,5% deixaram a escola nessa idade, 20,0% aos 17 anos e 17,6% aos 18 anos.

 

Censo 2022

Um em cada quatro jovens (25,6%) de 14 a 29 anos não tem interesse em estudar. Trabalho (26,2%) e gravidez (24,7%) são principais motivos para mulheres de 14 a 29 anos abandonarem estudos.

Os dados, divulgados neste sábado, constam do módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que teve a série histórica (2016-2025) reponderada a partir dos resultados do Censo 2022.

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