Rio de Janeiro, 31 de Julho de 2026

Milei não pode vir ao Brasil e atacar instituições, adverte Edinho Silva

Na entrevista ao jornal portenho, Edinho Silva ponderou que, embora Milei tenha o direito de expressar suas posições, as ações ultrapassaram em muito os limites aceitáveis, do ponto de vista institucional.

Sexta, 31 de Julho de 2026 às 21:21, por: CdB

Na entrevista ao jornal portenho, Edinho Silva ponderou que, embora Milei tenha o direito de expressar suas posições, as ações ultrapassaram em muito os limites aceitáveis, do ponto de vista institucional.

Por Redação – de Brasília

Presidente nacional do PT, o ex-ministro Edinho Silva advertiu nesta sexta-feira que o presidente da Argentina, Javier Milei, “não pode vir ao Brasil e atacar as instituições brasileiras”. O executivo comentava sobre a crise diplomática instaurada após o chefe do governo argentino ter xingado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante convenção partidária promovida pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), na capital paulista.

Edinho Silva
Edinho Silva, presidente do PT, coordena a campanha do presidente Lula

Segundo o diário argentino ‘La Nación’, diante do episódio classificado como a pior crise diplomática entre os dois países nas últimas décadas, o PT apresentou uma denúncia perante a Justiça Eleitoral brasileira para apurar detalhadamente a origem dos recursos utilizados no financiamento da viagem do mandatário argentino. A ação busca identificar se houve aplicação de verbas públicas ou privadas.

 

Soberania

Na entrevista ao jornal portenho, Edinho Silva ponderou que, embora Milei tenha o direito de expressar suas posições, as ações ultrapassaram em muito os limites aceitáveis, do ponto de vista institucional.

— Milei é chefe de Estado, não pode confundir suas atribuições com as de um militante político. Ele pode vir ao Brasil e dizer o que pensa, mas não pode atacar as instituições brasileiras: isso é algo inédito na história dos dois países — observou o líder petista.

A apuração sobre os fundos da viagem pode impactar diretamente no cenário eleitoral do país. Uma vez comprovado o uso de verbas públicas internacionais para interferir na disputa política do Brasil, o ato configura violação direta da soberania nacional e do princípio de igualdade entre os concorrentes.

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