Rio de Janeiro, 01 de Julho de 2026

MPSC deflagra operação contra o PCC em seis Estados

Maior ação da história do Gaeco de Santa Catarina mira integrantes da facção investigados por tráfico, homicídios, organização criminosa e porte ilegal de...

Quarta, 01 de Julho de 2026 às 13:26, por: CdB

Maior ação da história do Gaeco de Santa Catarina mira integrantes da facção investigados por tráfico, homicídios, organização criminosa e porte ilegal de armas.

Por Redação, com Agenda do Poder – de Brasília

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Coluna Sul, considerada a maior ofensiva já realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no estado. A ação tem como alvo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) investigados por envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.

MPSC mira PCC em megaoperação com 300 mandados

Ao todo, estão sendo cumpridos 320 mandados judiciais, dos quais 151 são de prisão temporária e 169 de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina e são executadas simultaneamente em seis estados brasileiros.

As diligências ocorrem em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, mobilizando centenas de agentes das forças de segurança.

Investigação

Segundo o Ministério Público, a Operação Coluna Sul é resultado de investigações iniciadas em fevereiro de 2021, durante a Operação Maserati, que revelou indícios da atuação estruturada da facção criminosa em diferentes Estados brasileiros.

De acordo com os investigadores, os suspeitos seriam responsáveis por uma série de crimes ligados à expansão e ao fortalecimento do grupo criminoso, incluindo tráfico de entorpecentes, homicídios, associação para o tráfico, organização criminosa e posse ilegal de armamentos.

A nova fase busca aprofundar a identificação da estrutura da organização e reunir novas provas sobre a atuação dos investigados.

A operação reúne uma ampla força-tarefa composta por 103 integrantes do Gaeco e aproximadamente 552 agentes das forças de segurança pública.

Ao todo, são utilizadas 198 viaturas e dois helicópteros para o cumprimento das ordens judiciais e apoio às equipes em campo.

Segundo o Ministério Público, a dimensão da operação faz dela a maior já realizada pelo Gaeco catarinense desde sua criação.

Paraná

Durante uma das ações realizadas no Paraná, equipes do Gaeco foram recebidas a tiros por homens ligados ao PCC.

Segundo as autoridades, os investigados abriram fogo ao perceberem a chegada dos policiais, dando início a um confronto armado.

Durante o tiroteio, um dos homens foi baleado e morreu. Conforme as investigações, ele teria disparado contra os agentes utilizando uma pistola equipada com seletor de rajada.

Nenhuma informação sobre feridos entre os agentes foi divulgada até o momento.

Todo o material recolhido durante o cumprimento dos mandados será encaminhado à Polícia Científica de Santa Catarina.

Os peritos realizarão exames técnicos para preservar a cadeia de custódia e garantir a integridade das evidências que poderão subsidiar as próximas etapas da investigação.

Após a elaboração dos laudos periciais, os elementos apreendidos serão analisados pelo Gaeco, que dará continuidade às investigações conduzidas no âmbito da 39ª Promotoria de Justiça da Capital.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o nome Coluna Sul faz referência à denominação utilizada pelo próprio PCC para identificar a área estratégica formada pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

De acordo com os investigadores, essa região é considerada pela facção como um território prioritário para sua expansão e para o fortalecimento de sua estrutura criminosa no Sul e no Centro-Oeste do país.

A operação desta quarta-feira busca justamente desarticular parte dessa organização e interromper a atuação de integrantes apontados como responsáveis pela logística e pela prática de diversos crimes atribuídos ao grupo.

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