Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

Moscou pede retomada urgente do diálogo nuclear com os EUA

A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao comentar a possibilidade de uma reunião trilateral entre Rússia, Estados Unidos e China...

Terça, 20 de Outubro de 2026 às 11:12, por: CdB

A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao comentar a possibilidade de uma reunião trilateral entre Rússia, Estados Unidos e China no próximo mês.

Por Redação, com ANSA – de Moscou

O governo russo pediu nesta terça-feira a retomada urgente das negociações com os Estados Unidos sobre estabilidade nuclear estratégica, diante do que considera um cenário “extremamente perigoso”.

Trump sugeriu encontro com Putin e presidente da China em novembro

A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao comentar a possibilidade de uma reunião trilateral entre Rússia, Estados Unidos e China no próximo mês.

Na avaliação do Kremlin, a situação atual é “extremamente perigosa” devido à falta de uma estrutura jurídica eficaz que regulamente a questão. “É necessário iniciar as negociações”, afirmou.

A possibilidade de um encontro surgiu após o presidente americano, Donald Trump, manifestar disposição para se reunir com o líder russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping, em novembro, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na China.

Segundo Trump, a reunião poderia abordar temas como desnuclearização e segurança internacional.

Ucrânia

A proposta, no entanto, foi criticada pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha. Para ele, um encontro entre os três líderes poderia encorajar Putin a prolongar a guerra.

O chanceler ucraniano defendeu, em contrapartida, que negociações envolvendo os governos de Volodymyr Zelensky, dos Estados Unidos e da Rússia poderiam contribuir para acelerar o fim do conflito.

Peskov, por sua vez, afirmou que Washington atua como mediador nas negociações para encerrar a guerra e que Moscou valoriza os esforços americanos. Segundo o porta-voz, a conclusão de um acordo de paz definitivo também depende da participação de representantes ucranianos dispostos a assumir responsabilidades.

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